“O Urso” está de volta. Ou melhor, está prestes a voltar, e o caos está garantido. No dia 25 de junho, a quarta temporada da série desembarca no Disney+ aqui no Brasil, enquanto continua firme e forte no Hulu nos Estados Unidos. Os episódios chegam todos de uma vez, como uma panela de pressão explodindo direto no colo do espectador. E ninguém vai ter tempo de respirar. De novo.
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A essa altura do campeonato, já ficou claro que “O Urso” não é sobre comida. É sobre tentar existir sem enlouquecer no processo. O restaurante só serve como pano de fundo para um monte de gente disfuncional tentando manter alguma dignidade no meio de prazos impossíveis, traumas não tratados e panelas queimando no fundo. E é por isso que funciona tão bem.
O protagonista continua sendo Carmy Berzatto, o chef que parece viver em estado permanente de ataque de pânico elegante. Mas, se nas primeiras temporadas a série estava mais focada no colapso pessoal dele, agora tudo aponta para um aprofundamento coletivo. A disfunção virou metodologia de trabalho. A cozinha virou campo de batalha emocional e, aparentemente, ninguém mais quer sair de lá.
A produção dessa nova temporada rolou quase junto da terceira. Isso significa que muita coisa já estava planejada com antecedência. Não estamos mais diante de uma série tentando se provar. “O Urso” já entendeu o próprio valor e agora parece mais preocupada em explodir expectativas do que em cumpri-las.
Outro detalhe divertido: tem gente nova assinando o roteiro. Dois nomes do elenco decidiram sair do fogão e ir direto para o computador, o que pode ser ótimo. Ou um grande desastre narrativo. Mas disso a série entende bem. E a verdade é que esse tipo de risco criativo combina com o DNA da coisa. “O Urso” sempre foi sobre experimentar até dar errado e depois usar isso como parte da receita.
A quarta temporada promete mais do mesmo, mas no melhor sentido possível. Mais gritaria. Mais pratos voando. Mais monólogos existenciais no meio do turno. E, claro, aquele olhar quase masoquista sobre como é viver tentando ser excelente num mundo que só exige entrega, produtividade e resultados. Se você já trabalhou sob pressão, vai entender.
O mais bonito é que, no meio do caos, “O Urso” ainda encontra espaço para momentos absurdamente humanos. É uma série sobre fracassos diários e pequenas vitórias que ninguém percebe. Sobre como, às vezes, só levantar da cama já é um evento digno de Michelin.
E se nada disso te convencer a assistir, tudo bem. Eles não estão tentando te agradar. Estão tentando sobreviver. E, no fim das contas, a gente também.
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