O Rio de Janeiro já entendeu o tamanho do que está sendo construído em Copacabana. Depois de Madonna em 2024 e Lady Gaga em 2025, o anúncio de Shakira no dia 2 de maio de 2026 confirma que o projeto Todo Mundo no Rio não trabalha com apostas tímidas. Trabalha com símbolos. E Shakira hoje é símbolo de uma era.
A escolha não é apenas coerente. É estratégica. A colombiana chega respaldada por números que a colocam em um patamar raro na indústria. A turnê “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour” consolidou o recorde de maior bilheteria da história entre artistas latinas. Não se trata apenas de sucesso comercial. É relevância cultural convertida em público real, ingressos vendidos, estádios lotados e engajamento global.
Há também um fator que, no Brasil, pesa mais do que qualquer planilha. A relação afetiva. Desde os anos 90, quando “Pies Descalzos” apresentou uma artista que misturava pop, rock e raízes latinas com personalidade própria, Shakira construiu uma conexão consistente com o público brasileiro. Vieram “Dónde Están los Ladrones?”, “Laundry Service”, “Fijación Oral, Vol. 1”, “Sale el Sol”, “El Dorado” e, mais recentemente, “Las Mujeres Ya No Lloran”. Cada fase ampliou seu alcance.
Não por acaso, a expectativa é que mais de dois milhões de pessoas ocupem as areias de Copacabana. É uma projeção ambiciosa. Mas o histórico do projeto autoriza o otimismo. A própria artista classificou a apresentação como o “maior show do planeta” e o mais sonhado de sua vida. Quando uma estrela com três décadas de estrada usa esse tipo de declaração, não é retórica vazia. É sinal de que haverá investimento, conceito e espetáculo à altura do momento.
Existe ainda um elemento que diferencia esta edição das anteriores. Enquanto Madonna e Lady Gaga representam ícones com carreiras consolidadas e legados já cristalizados, Shakira vive um auge renovado. Hits virais, exposição constante e uma turnê que começou justamente no Rio em 2025 reforçam o timing perfeito. Ela não está celebrando o passado. Está capitalizando o presente. E o presente é latino.
Em um momento em que a cultura latina domina plataformas de streaming, ocupa festivais globais e impõe identidade no mercado internacional, o show em Copacabana ganha contornos simbólicos. Não é apenas mais um megashow gratuito. É uma declaração de força cultural. Ser latino deixou de ser nicho. Virou centro.
A agenda internacional da artista confirma esse protagonismo. Após residência na América Central com cinco datas esgotadas em El Salvador, apresentações no México e passagem pelo Oriente Médio, incluindo show na Jordânia, no Qatar 974 Stadium em Doha e participação como headliner do OFFLIMITS Music Festival 2026 em Abu Dhabi, Shakira ainda fará sua estreia na Arábia Saudita durante o Grande Prêmio de Fórmula 1. É um circuito global que evidencia algo simples. A música latina hoje atravessa fronteiras com naturalidade.
Idealizado pela Bonus Track, dos empresários Luiz Oscar e Luiz Guilherme Niemeyer, o Todo Mundo no Rio consolida uma plataforma que vai além do entretenimento pontual. Em 2025, segundo dados oficiais da Rodoviária Novo Rio e do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o evento injetou cerca de R$ 600 milhões na economia carioca e atraiu aproximadamente 500 mil turistas. Não é só palco. É política pública indireta, é turismo, é economia criativa funcionando.
A cerveja Corona, principal patrocinadora, mantém parceria para as próximas edições, enquanto o Governo do Estado e a Prefeitura do Rio seguem como apoiadores institucionais. O projeto entende que entretenimento de massa também é estratégia de imagem global. E Copacabana, mais uma vez, vira vitrine.
A transmissão ao vivo pela TV Globo, pelo Multishow e pelo Globoplay amplia o alcance e transforma a orla carioca em conteúdo internacional. Não é apenas quem estará na areia que importa. É quem estará assistindo do outro lado do mundo.
Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.