Anitta escolheu “Desgraça” para abrir um dos movimentos mais estruturados da sua carreira recente. O videoclipe da faixa, lançado na sexta-feira (17), marca o início oficial da narrativa audiovisual de “Equilibrivm”, álbum que chegou às plataformas no dia anterior e já nasce com um cronograma fechado de desdobramentos visuais.

“Despacho”, como foi batizado o primeiro ato, funciona como porta de entrada desse universo. A proposta não é lançar clipes soltos, mas construir uma sequência com começo, meio e continuidade definida. Depois dele, chegam “Fé e Festa”, “Deus Mãe” e “Renascimento”, programados até 7 de maio. O calendário ainda inclui produções para “So Much Love” e “Deus Existe”, ampliando o alcance do projeto.
O ponto de partida é direto. A câmera acompanha a cantora atravessando a noite de uma pequena cidade, em uma cena que parece contida até o momento da virada. Quando a vela vermelha é acesa, “Desgraça” assume o controle da narrativa. A partir dali, a estética muda, o ritmo se impõe e a personagem ganha outra dimensão ao incorporar a figura da Pombagira.
A escolha não vem isolada. O clipe se apoia em referências de ritos do candomblé e em elementos da cultura popular brasileira, criando um ambiente que mistura espiritualidade e construção imagética. Há influência do realismo fantástico e do Cinema Novo, perceptível na forma como o vídeo trabalha o simbólico sem recorrer a explicações diretas.
A própria Anitta posiciona esse início como um reflexo do conceito do álbum. A cantora aponta a fé, a força feminina e a conexão com o Brasil como base do projeto, e usa “Despacho” para estabelecer esse eixo logo na largada. A personagem construída no clipe segue essa linha, com traços que dialogam com figuras femininas da literatura de Jorge Amado, carregando sensualidade e autonomia como parte da narrativa.
Nos bastidores, a construção estética reforça essa direção. A coreografia assinada por Cassi Abranches parte de estudos de movimentos ligados à incorporação, enquanto o figurino desenvolvido por André Philipe e Daniel Ueda aposta em referências à Pombagira Sete Saias, com cores que carregam significado dentro desse universo simbólico. Nada aparece no vídeo por acaso, tudo responde a uma lógica visual alinhada com o conceito do disco.
A beleza, sob responsabilidade de João Miranda, segue o mesmo raciocínio. A proposta equilibra naturalidade e intensidade para sustentar a ideia de uma figura feminina em posição de comando, alinhando maquiagem e figurino ao que a música propõe.
“Desgraça”, dentro desse contexto, deixa de ser apenas a faixa de abertura. Ela funciona como ponto de ativação de todo o projeto. É a música que apresenta o tom, conduz a primeira transformação e define o tipo de linguagem que será explorado nos próximos lançamentos.
“Equilibrivm”, oitavo álbum da carreira da cantora, reúne 15 faixas e participações de nomes como Shakira, Liniker, Marina Sena e Luedji Luna. O projeto se organiza em torno de temas como espiritualidade, amor e empoderamento feminino, explorando diferentes sonoridades dentro da música brasileira.
O primeiro ato já está disponível, e inaugura oficialmente a sequência audiovisual planejada para o álbum, com lançamentos semanais já definidos pela equipe da artista até o fim de maio.
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