A ausência de Janet Jackson em “Michael” chamou atenção após a estreia do longa nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23). Mesmo com grande parte da família Jackson representada na produção, a artista optou por não participar do projeto, decisão confirmada por sua irmã, La Toya Jackson, em entrevista à Variety durante o evento de lançamento em Los Angeles.

De acordo com La Toya, Janet foi convidada a integrar a narrativa, mas decidiu não autorizar sua representação. A escolha foi respeitada pela equipe do filme, que contou com o envolvimento direto de outros membros da família ao longo do desenvolvimento da cinebiografia.
Dirigido por Antoine Fuqua, o longa acompanha a trajetória de Michael Jackson desde a infância, incluindo o período no Jackson 5 até a consolidação da carreira solo, impulsionada por álbuns como “Off the Wall” e “Thriller”. A produção também aborda a fase final do artista com a “Victory Tour”.
No elenco, Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, assume o papel principal. A atuação foi destacada por La Toya durante a conversa com a Variety, ao comentar a semelhança entre o ator e o astro pop. O filme ainda traz Colman Domingo como Joe Jackson, Nia Long no papel de Katherine Jackson e Jessica Sula interpretando La Toya.
A produção contou com apoio direto do espólio de Michael Jackson, que também participou do financiamento do projeto. Segundo Fuqua, o envolvimento da família foi considerado essencial para a construção do filme, embora decisões individuais, como a de Janet, tenham sido mantidas.
A cinebiografia chega aos cinemas como a primeira parte de uma história maior. O material gravado foi dividido em dois filmes, devido à duração inicial ultrapassar três horas e meia. A continuação já foi filmada e deve focar na fase mais consolidada da carreira solo do artista.
O desenvolvimento do longa enfrentou desafios ao longo dos anos, incluindo atrasos e ajustes no roteiro ligados a questões legais. Mudanças exigiram refilmagens, elevando o custo da produção. O projeto também gerou debate após declarações públicas de Paris Jackson, filha do artista, que criticou pontos da abordagem narrativa.
“Michael” já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
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