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Crítica: “Um Poeta” (Un poeta)

Texto: Ygor Monroe
24 de abril de 2026
em Cinemas/Filmes, HBO Max, Resenhas/Críticas, Streaming

Fracassar em silêncio talvez seja uma das experiências mais cruéis para quem escolhe viver de arte. “Um Poeta” mergulha exatamente nesse território desconfortável, onde talento, frustração e insistência se misturam até formar um retrato agridoce de alguém que se recusa a desistir, mesmo quando tudo ao redor já desistiu dele.

Crítica: “Um Poeta” (Un poeta)

Oscar Restrepo, vivido por Ubeimar Rios, carrega o peso de uma promessa que nunca se concretizou. Um dia visto como nome promissor da literatura em Medellín, hoje se encontra à deriva, preso entre a memória do que poderia ter sido e a realidade que insiste em não colaborar. É um personagem que incomoda justamente por ser tão humano, tão falho e tão incapaz de se adaptar.

A chegada de Yurlady muda essa dinâmica. Jovem, sensível e com uma relação mais intuitiva com a poesia, ela se torna uma espécie de espelho distorcido para Oscar. Ao tentar guiá-la, ele projeta nela suas próprias frustrações e ambições não resolvidas. O que começa como um gesto de apoio se transforma gradualmente em algo sufocante, revelando a fragilidade emocional de quem nunca conseguiu lidar com o próprio fracasso.

Sob a direção de Simón Mesa Soto, o filme constrói um estudo de personagem que flerta com o desconforto o tempo inteiro. Oscar não é carismático no sentido tradicional, tampouco busca simpatia imediata. Pelo contrário, suas atitudes muitas vezes geram estranhamento e até rejeição. É nesse risco que o longa encontra sua força, recusando suavizar um protagonista que vive em constante conflito consigo mesmo.

A narrativa carrega um humor peculiar, quase constrangedor em certos momentos, que lembra o cinema de autores interessados em figuras deslocadas e obsessivas. Essa abordagem cria situações que oscilam entre o cômico e o melancólico, reforçando a ideia de que a vida artística pode ser tão ridícula quanto trágica. Rir de Oscar não significa diminuí-lo, mas reconhecer a complexidade de alguém que insiste em existir fora do tempo certo.

Ao longo do filme, a história se expande para além do indivíduo. A relação com a poesia ganha contornos sociais, questionando quem tem acesso à arte e quem é excluído desse espaço. Yurlady surge como contraponto direto a esse sistema, trazendo uma perspectiva que desafia o olhar elitista que muitas vezes cerca a literatura. O filme provoca ao expor essas tensões sem oferecer respostas fáceis.

Existe também uma sensação constante de que a realidade está sempre pronta para invadir qualquer tentativa de refúgio artístico. Oscar tenta se proteger através da poesia, mas o mundo ao redor insiste em lembrá-lo de suas limitações. Essa fricção entre sonho e realidade se torna o motor emocional da narrativa.

“Um Poeta” não busca redenção simples. O percurso do protagonista é marcado por erros, insistências e pequenas epifanias que não necessariamente levam a uma transformação completa. É um retrato honesto de alguém que continua tentando, mesmo sem garantia de recompensa.

O filme se posiciona como um olhar sensível sobre artistas deslocados, aqueles que parecem sempre fora de sintonia com o próprio tempo. Sem romantizar o fracasso, mas também sem condená-lo completamente, constrói uma experiência que permanece ecoando muito depois dos créditos.

“Um Poeta”
Direção
: Simón Mesa Soto
Elenco: Ubeimar Rios, Rebeca Andrade, Guillermo Cardona
Disponível em: HBO Max

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

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Temas: CríticaGuillermo CardonaRebeca AndradeResenhaReviewUbeimar Rios

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