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Crítica: “Anatéma”

Texto: Ygor Monroe
24 de abril de 2026
em Cinemas/Filmes, HBO Max, Resenhas/Críticas, Streaming

Silêncio, pedra e escuridão costumam ser ingredientes suficientes para o terror funcionar, mas “Anatéma” tenta ir além desse básico ao mergulhar em um imaginário religioso carregado de simbolismos, traumas e forças que parecem atravessar séculos. O resultado é um filme que oscila entre momentos de inspiração genuína e escolhas que sabotam a própria experiência.

Crítica: "Anatéma"
Crítica: “Anatéma”

A história acompanha uma jovem freira enviada às catacumbas de uma igreja em Madri para investigar um mal antigo aprisionado por um selo religioso. O ambiente, por si só, já carrega tensão. Corredores apertados, ausência de luz natural e a sensação constante de que algo observa cada movimento. É nesse espaço claustrofóbico que o filme encontra sua força inicial, construindo um clima que conversa diretamente com o terror mais clássico.

Sob a direção de Jimina Sabadú, “Anatéma” apresenta ideias interessantes que apontam para um horror mais psicológico e simbólico. O passado da protagonista se entrelaça com os eventos sobrenaturais, sugerindo que os verdadeiros demônios podem não estar apenas nas sombras das catacumbas. Essa camada emocional oferece um caminho promissor, capaz de enriquecer a narrativa e dar peso às decisões da personagem.

O problema começa quando o filme tenta expandir demais suas próprias ambições. Elementos surgem sem preparação adequada, soluções aparecem de forma conveniente e algumas explicações parecem improvisadas. A sensação de desorganização narrativa compromete o impacto de momentos que deveriam ser decisivos.

Tecnicamente, o longa vive um conflito evidente. Em certos trechos, a atmosfera funciona, a fotografia cria imagens interessantes e o uso do espaço contribui para a tensão. Em outros, falhas de continuidade e efeitos visuais pouco refinados quebram completamente a imersão. Esse contraste constante impede que o espectador se mantenha totalmente envolvido, como se o filme nunca conseguisse sustentar o próprio tom.

O elenco liderado por Leonor Watling se esforça para dar consistência ao material. Há entrega, há intenção e, em alguns momentos, há impacto emocional. Ainda assim, os personagens ao redor carecem de desenvolvimento, funcionando mais como peças de apoio do que como figuras relevantes dentro da trama. É um conjunto que poderia ter sido mais explorado, especialmente considerando o potencial dramático da história.

Existe também um certo charme na forma como “Anatéma” dialoga com o cinema fantástico europeu dos anos 2000, evocando uma estética que remete a produções que apostavam mais na atmosfera do que no espetáculo. Essa identidade, mesmo irregular, diferencia o filme dentro de um cenário saturado por fórmulas previsíveis.

Ao longo da projeção, fica evidente que há uma boa história tentando emergir. Ideias originais, referências interessantes e uma base narrativa que poderia sustentar algo mais sólido. O que falta é controle, lapidação e uma execução à altura dessas intenções.

“Anatéma” acaba se tornando um exemplo curioso de filme que quase acerta. Mesmo com limitações claras, ainda oferece momentos que despertam interesse e mostram o que poderia ter sido alcançado com um pouco mais de equilíbrio. Entre acertos pontuais e tropeços visíveis, permanece como uma experiência irregular, mas longe de ser descartável.

“Anatéma”
Direção
: Jimina Sabadú
Elenco: Leonor Watling, Pablo Derqui, Jaime Ordóñez, Keren Hapuc
Disponível em: HBO Max

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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Temas: CríticaJaime OrdóñezKeren HapucLeonor WatlingPablo DerquiResenhaReview

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