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Crítica: “DJ à Paisana” (Banger)

Texto: Ygor Monroe
4 de abril de 2025
em Cinemas/Filmes, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

Filmes que tentam capturar a energia caótica e estilizada do universo da música eletrônica, especialmente do French Touch e do techno europeu, costumam correr o risco de exagerar ou errar o tom. “DJ à Paisana”, dirigido por Jean-Baptiste Saurel, mergulha com ambição nesse terreno instável e entrega uma comédia de ação que, apesar de imperfeita, tem identidade própria, senso de ritmo e acertos que merecem atenção.

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DJ à Paisana
Crítica: “DJ à Paisana” (Banger)

Vincent Cassel interpreta Scorpex, um DJ em decadência que insiste em negar sua obsolescência. A trama parte de uma proposta improvável e um tanto absurda: um ex-astro da música é recrutado por uma policial determinada (Laura Felpin) para infiltrar-se em uma gangue suspeita que tem ligações com seu rival, Vestax (Mister V). A missão se mistura com o desejo pessoal de redenção artística e egóica, resultando numa narrativa que trafega entre sátira policial, crítica da indústria cultural e homenagem à cena musical eletrônica francesa.

Há algo de corajoso no filme, ainda que nem tudo funcione como deveria. O roteiro é irregular, com um primeiro ato que demora a se estabelecer e um humor que oscila entre o bobo e o inventivo. No entanto, há uma proposta estética clara que tenta dialogar com os códigos visuais do universo de DJs e performances eletrônicas — como os vídeos da Boiler Room e, mesmo que esses elementos às vezes pareçam amadores, a intenção criativa está ali, visível e autêntica.

O grande ponto de tensão narrativa (o embate entre Scorpex e Vestax) é tratado mais como uma metáfora sobre gerações do que um real conflito de ação. Nesse sentido, o filme encontra força na sua camada mais simbólica: a luta de um artista contra a irrelevância, contra o tempo e contra o orgulho. O personagem de Cassel, mesmo não sendo seu trabalho mais memorável, revela um certo carisma patético que torna o protagonista, em algum momento, até simpático. O humor ácido, que nem sempre acerta, ao menos não se rende à caricatura fácil.

Musicalmente, o filme poderia oferecer mais. Apesar da colaboração com o selo Ed Banger e da aparição de nomes como Justice e Pedro Winter, a trilha sonora não alcança o impacto esperado. Em uma obra que se propõe a celebrar o techno francês, o som acaba sendo pano de fundo, e raramente protagonista. Ainda assim, há ecos nostálgicos que funcionam para quem conhece e aprecia o universo retratado.

Visualmente, o filme é instável. Em alguns momentos, tenta experimentar com filtros granulados e paletas desbotadas, o que nem sempre é agradável ou coerente com a atmosfera proposta. Algumas cenas lembram esquetes com acabamento de baixo orçamento, enquanto outras surpreendem com inventividade cômica ou bons momentos de montagem e ritmo. É um filme que testa limites formais e aceita correr riscos, ainda que nem todos tragam retorno.

O arco dramático envolvendo a relação entre pai e filha também sofre com superficialidade. A tentativa de criar profundidade emocional para o personagem principal existe, mas carece de tempo e desenvolvimento. A comédia de erros envolvendo a missão policial e a trama de infiltração por vezes se sobrepõe ao emocional, dificultando a construção de um drama mais sólido.

No entanto, os últimos 20 minutos elevam consideravelmente o filme. É nesse trecho final que a direção parece encontrar o tom certo entre sátira, ação e homenagem. As ideias se conectam, o humor flui com mais naturalidade e a energia de pista finalmente aparece com mais intensidade. Mesmo que o caminho até esse clímax seja irregular, ele compensa parte dos tropeços iniciais.

“DJ à Paisana” não é um marco do cinema francês, mas é uma proposta interessante, feita com personalidade e amor pelo tema. Funciona melhor como paródia cultural e declaração afetiva do que como narrativa tradicional. Fica evidente o desejo de falar sobre arte, sobre relevância artística e sobre a constante reinvenção dentro de uma cena que muda rapidamente. Ainda que a execução seja falha, a tentativa é válida e carrega honestidade.

Vale assistir, principalmente para quem tem alguma conexão com o universo da música eletrônica francesa. O filme pode até parecer caótico, mas no fundo, há método nessa mistura. E quando finalmente entra no ritmo, entrega uma experiência curiosa, divertida e até afetuosa.

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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