Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Sem resultados
Ver todos os resultados

Crítica: Fletcher, “Would You Still Love Me If You Really Knew Me?”

Texto: Ygor Monroe
18 de julho de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

É preciso mais do que coragem para fazer um disco como “Would You Still Love Me If You Really Knew Me?”. Exige vulnerabilidade, disciplina, entrega, mas também uma dose de cansaço: cansaço de si, das projeções alheias, da própria sombra. E é nesse estado limítrofe entre o colapso emocional e a reconstrução artística que Fletcher constrói seu terceiro álbum de estúdio. Um trabalho denso, cru, atmosférico e íntimo como nunca antes em sua discografia.

  • Conheça o cardápio do Market Square do The Town 2025 assinado por Henrique Fogaça
  • Imagine Dragons anuncia data extra em São Paulo
  • Crítica: “Todos Menos Você” (Anyone But You)
Crítica: Fletcher, "Would You Still Love Me If You Really Knew Me?"
Crítica: Fletcher, “Would You Still Love Me If You Really Knew Me?”

Com 12 faixas autorais e produção executiva assinada pela própria artista ao lado de Jennifer Decilveo, o disco expande a sensibilidade pop de Fletcher para territórios mais contemplativos e menos voltados ao impacto imediato. Aqui, não há refrões explosivos, batidas grandiosas ou fórmulas para viralizar. O que se ouve é um pop emocionalmente desgastado, onde as baladas predominam e a poesia surge não na força das palavras, mas na coragem de se expor mesmo quando o que se sente não é bonito, limpo ou comercial.

“Boy”, lançada como primeiro single, talvez tenha confundido parte do público com sua roupagem mais superficial, mas o restante do álbum revela logo sua verdadeira missão: ser um espelho desconfortável das dores internas de uma mulher queer tentando decifrar seus próprios padrões emocionais. Canções como “Hi, Everyone Leave Please”, “Chaos” e “All of the Women” são peças-chave nessa jornada. Mais do que falar de amor, falam da ausência dele. Ou pior: da impossibilidade de encontrá-lo enquanto não se entende o próprio reflexo.

A produção do álbum acompanha essa proposta com parcimônia e sofisticação. Sai o maximalismo barulhento de discos anteriores, entra uma sonoridade que flerta com o minimalismo, modulando atmosferas com sutileza. São faixas construídas com cuidado: pianos melancólicos, sintetizadores etéreos e vocais que, por vezes, soam exaustos e isso é mérito, não falha. Porque é exatamente essa exaustão que sustenta o discurso do disco.

O que Fletcher faz aqui não é tentar agradar, e sim resistir. Resistir ao impulso de ser pop no sentido mais plástico. Resistir à ideia de que um disco precisa ser palatável para todos. Resistir à tentação de se esconder atrás de produções grandiosas quando o que se tem é dor, dúvida e desejo de desaparecer. “Would You Still Love Me If You Really Knew Me?” não busca redenção. Ele se contenta em existir como o retrato sincero de uma artista lidando com as consequências emocionais de estar viva, visível e vulnerável.

Claro, o álbum tem suas limitações. As baladas, em sua maioria, não são memoráveis isoladamente e em alguns momentos o disco parece girar em círculos líricos e melódicos. Mas a proposta não é sobre hits, e sim sobre catarse. A repetição, inclusive, parece intencional: como se a própria Fletcher estivesse tentando encontrar algum sentido em meio ao labirinto da própria mente.

Este não é um disco para ser entendido de primeira. É para ser absorvido em silêncio, respeitando o tempo das pausas, dos sussurros, dos vazios. É uma obra que recusa o espetáculo e abraça a inquietação como parte essencial do processo artístico. E mesmo que não seja o trabalho mais acessível da artista, é, com certeza, o mais honesto.

Nota: 68/100 | Fletcher, “Would You Still Love Me If You Really Knew Me?”

Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Temas: CríticaMúsicaResenhaReview

Conteúdo Relacionado

Foto/Divulgação
Música

Após o Grammy 2026, Deezer destaca artistas que dominaram a premiação

Texto: Da Redação
5 de fevereiro de 2026
Música

Sucesso de Shakira, “Hips Don’t Lie” segue dominante quase 20 anos depois

Texto: Ygor Monroe
4 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Destruição Final 2” (Greenland 2: Migration)

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Dhurandhar”

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Crítica: “Patinando no Amor” (Finding Her Edge) – primeira temporada

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Crítica: “Bridgerton” – quarta temporada, parte 1

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Música

Anitta reúne fãs em Salvador para audição exclusiva de novo projeto

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

%d