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Crítica: Haim, “I Quit”

Texto: Ygor Monroe
20 de junho de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Quando uma banda decide nomear seu disco de “I Quit”, o mínimo que se espera é um posicionamento direto, quase confessional. Mas no universo do Haim, esse “eu desisto” não é um grito de derrota. É uma liberação. Um tipo raro de rendição que vem depois da maturidade, do corpo cansado e da cabeça limpa. E o novo álbum das irmãs californianas é justamente isso: a aceitação plena de que não há mais necessidade de provar nada para ninguém.

Hitmaker participa da inauguração da Community Creators Academy, em São Paulo

Crítica: Haim, "I Quit"
Crítica: Haim, “I Quit”

Cinco anos depois do aclamado “Women in Music Pt. III”, o trio retorna com um disco que parece ter sido feito sem pressa e sem a obrigação de seguir tendências. E isso muda tudo. A energia de “I Quit” é diferente porque não tenta agradar. Ela simplesmente existe. Existe com elegância, com liberdade criativa, com uma estrutura sonora sólida e sensível ao mesmo tempo. Existe com a segurança de quem já entendeu que o mais impactante nem sempre vem do volume, mas do silêncio entre uma nota e outra.

Tecnicamente, o disco mostra um domínio completo dos elementos que sempre fizeram do Haim uma banda singular. As harmonias continuam afiadas, os grooves ainda sabem surpreender, e a bateria de Danielle, mais uma vez, funciona como a espinha dorsal emocional de tudo. Só que, dessa vez, há algo ainda mais íntimo nessa construção. Os arranjos são mais crus, mais secos, mas nem por isso menos potentes. Há uma contenção calculada em cada faixa, como se a banda tivesse escolhido abrir mão do excesso para deixar espaço para o que realmente importa.

A produção, dividida entre Danielle e Rostam Batmanglij, aposta em texturas quentes, linhas melódicas que transitam entre o folk e o pop retrô, com lampejos de rock noventista e ecos ocasionais de synths gelados. Mas tudo em “I Quit” está a serviço de uma mesma narrativa: a de um disco feito de dentro pra fora, com identidade e intenção. Nada soa jogado, nada é exagerado. E mesmo nos momentos mais introspectivos, o disco não se fecha em si mesmo. Ele convida. Ele compartilha.

Existe também um salto emocional nítido. O álbum parece girar em torno da reconstrução, do amadurecimento após o caos, da tranquilidade que vem depois de se aceitar falível. E essa atmosfera se traduz em canções que fluem com naturalidade, sem buscar o hit fácil ou a estrutura pré-moldada. É um trabalho que escolhe ser sincero em vez de ser grandioso. E, ironicamente, é exatamente isso que o torna tão grande.

Enquanto outras bandas envelhecem tentando manter uma juventude sonora artificial, o Haim faz o oposto. Abraça o tempo como aliada, refina as próprias marcas registradas e entrega um disco que soa atemporal desde a primeira audição. “I Quit” pode até não ser o mais explosivo da carreira do trio, mas é, sem dúvida, o mais maduro. E em tempos em que tudo precisa viralizar, um álbum como esse parece até subversivo.

Se a ideia era mostrar que é possível crescer sem perder a essência, missão cumprida. Porque poucas bandas conseguem soar tão seguras sendo tão vulneráveis.

Nota: 90/100

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