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Crítica: “Miley Cyrus – Something Beautiful”

Texto: Ygor Monroe
30 de junho de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

“Miley Cyrus: Something Beautiful” é daquelas experiências que não se encaixam em rótulo nenhum, por mais que o marketing tente dizer que é só um filme-concerto. Na real, é quase um delírio sensorial embalado pelas faixas do disco “Something Beautiful”, um projeto que já nascia carregado de expectativa. O que Miley entrega aqui, no entanto, vai além de um show filmado ou de clipes colados um após o outro. É uma ópera pop sem vergonha de se vestir de kitsch, abraçar o exagero, exibir texturas que beiram o cafona, mas que, no fim, soam estranhamente sofisticadas.

Do mesmo diretor de “Noites Brutais”, “A Hora Do Mal” estreia em agosto no Brasil

Crítica: "Miley Cyrus - Something Beautiful"
Crítica: “Miley Cyrus – Something Beautiful”

Dirigido pela própria Miley ao lado de Jacob Bixenman e Brendan Walter, o longa tem apenas 55 minutos e se recusa a fingir que é mais do que isso. Não tenta costurar uma narrativa complexa, não cria personagens nem força um arco dramático. O enredo é a música, ponto. A história é cantada, dançada e performada, cada canção virando um pequeno universo estético por si só. E nesse ponto, “Miley Cyrus: Something Beautiful” acerta em cheio porque entende a própria natureza efêmera do pop. É um projeto que sabe ser superficial em alguns momentos e profundo em outros, sem achar que precisa justificar qualquer um dos dois estados.

Visualmente, o filme é um banquete. Dá pra sentir o cuidado em cada composição de cena, em cada figurino que mistura o brilho exagerado dos anos 80 com o toque meio sujo que sempre esteve no DNA da Miley. Tem hora que parece uma grande festa à fantasia, tem hora que lembra um editorial de revista cara, tem hora que é só uma garota no palco cantando com o coração estraçalhado. Essa mutação constante faz tudo ficar ainda mais magnético, porque Miley não tem medo de se mostrar vulnerável ou completamente teatral na mesma medida.

Claro que nem tudo floresce com a mesma força. Algumas músicas não seguram o peso visual que recebem, certos momentos soam desconexos, quase como videoclipes individuais que não conversam tanto entre si. Mas é curioso como, no final, isso pouco importa. Miley tem carisma suficiente pra unir as peças soltas só com sua presença, sua voz rouca carregada de história, seu jeito de quem viveu mil vidas e ainda tá com sede de mais umas tantas. Quando ela entrega “Easy Lover” ou “End of the World”, por exemplo, é impossível não sentir que existe ali algo de especial acontecendo.

Tem também o fator nostalgia, que invade tanto o som quanto o figurino. Miley parece mergulhar num universo retrô sem vergonha de ser datado, quase dizendo pra gente que tudo bem sentir falta de décadas que nem vivemos. O synth oitentista, os penteados exagerados, os batons berrantes tudo serve pra criar um clima de sonho elétrico, que casa perfeitamente com as letras cheias de desejos, perdas e começos tortos.

Talvez o grande mérito de “Miley Cyrus: Something Beautiful” seja justamente esse: é um filme que não quer ser genial o tempo inteiro. Ele se satisfaz em ser bonito, divertido, emotivo e por vezes completamente sem sentido. Não existe pretensão de criar o maior espetáculo do pop, mas sim um recorte honesto do que esse disco significa pra artista. E, por tabela, o público embarca nesse turbilhão de imagens e sons quase como cúmplice, não só espectador.

No fim das contas, é impossível não respeitar a ousadia de Miley por colocar tanto de si em um projeto desses. Fazer um filme musical é um risco imenso, ainda mais num tempo em que o público consome tudo em doses homeopáticas, pulando faixas, trocando vídeos em 10 segundos. Ela aposta em entregar uma experiência única, que exige sentar, olhar, ouvir e sentir sem distrações. Para quem entra nessa proposta, o filme se revela um convite hipnótico a um universo que é só dela, e que a gente tem o privilégio de visitar por menos de uma hora.

Miley Cyrus: Something Beautiful (2025)
Direção: Miley Cyrus, Jacob Bixenman, Brendan Walter
Elenco: Miley Cyrus, Maxx Morando, Brittany Howard
Disponível nos cinemas

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 3.5 de 5.

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