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Crítica: “O Urso” (2ª temporada)

Texto: Ygor Monroe
23 de junho de 2025
em Disney+, Resenhas/Críticas, Séries, Streaming

Existe uma linha muito tênue entre manter o caos vivo e saber quando respirar. A segunda temporada de “O Urso” entende exatamente isso. Depois de uma estreia que já colocava o público no olho do furacão, a série retorna ainda mais ambiciosa, decidida a expandir horizontes sem perder a essência. O que era um campo de batalha entre vocação e trauma se transforma agora em um laboratório emocional onde cada personagem precisa, à sua maneira, descobrir para quê serve.

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Crítica: "O Urso" (2ª temporada)
Crítica: “O Urso” (2ª temporada)

Enquanto na primeira temporada tudo girava ao redor da sobrevivência, o foco agora se desloca para o propósito. O restaurante não está mais tentando apenas existir. Ele quer se transformar. E para isso, é necessário desconstruir absolutamente tudo, inclusive a própria cozinha. A tensão continua, mas muda de forma. O grito agora não é só para apagar incêndios, é para encontrar sentido.

A direção de fotografia segue absurda. Andrew Wehde não está só iluminando cenas, está desenhando sensações. O clima de Chicago, a arquitetura bruta, o asfalto molhado, a neve nos cantos, tudo compõe o estado emocional dos personagens. Visualmente, “O Urso” se comporta como um drama sensorial, daqueles que não querem só ser assistidos, mas sentidos na pele. A cidade é personagem. O restaurante, uma entidade em metamorfose.

E sim, o elenco está gigante. A série virou vitrine e isso atraiu meio mundo. A presença de grandes nomes em episódios-chave pode parecer, à primeira vista, uma jogada de prestígio, mas na prática funciona como expansão de universo. Cada participação amplifica a densidade dramática do que está em jogo. Não é sobre celebridades. É sobre impacto.

A série respira longe da cozinha porque precisa. Tirar os personagens de cena é uma estratégia narrativa que serve tanto para mostrar o que eles carregam quando não estão sob pressão quanto para deixar claro o quanto esse espaço os molda. Os episódios focados em arcos paralelos funcionam como ensaios de caráter. Richie, por exemplo, evolui com uma elegância inesperada. E Tina, antes resistente, agora brilha com uma verdade que emociona. A expansão não é gratuita. Ela serve à tese da temporada: todo mundo tem um lugar, mas só encontra quando está disposto a sair da zona de guerra.

Christopher Storer, criador e roteirista, segue entregando uma escrita que se recusa a simplificar. Os diálogos são truncados, cortados no meio, cheios de ruídos emocionais. É uma série que escreve como as pessoas falam quando estão cansadas, com fome, pressionadas, ou no limite. Essa honestidade quase crua continua sendo um dos trunfos. Nada soa ensaiado. Tudo parece vivido.

Carmy, agora ainda mais introspectivo, transita entre a genialidade culinária e o colapso psicológico. E Jeremy Allen White segue dominando a tela com economia de gestos e olhos que dizem mais do que qualquer fala. Ele é o centro da tempestade, mas o roteiro é sábio ao mostrar que o restaurante, e a série, funcionam com ou sem ele no plano central. Isso fortalece a proposta: “O Urso” não é sobre um herói, é sobre um sistema em busca de harmonia.

E esse sistema é falho, imperfeito, mas nunca desprovido de afeto. Por trás de todo estresse, existe cuidado. Mesmo quando tudo está em ruína, há beleza na tentativa. A série é caótica, sim, mas profundamente amorosa. A ideia de que cozinhar é um ato de serviço, mesmo quando o cliente nem vê o rosto de quem prepara o prato, carrega uma potência silenciosa.

Há momentos em que o nível de ansiedade transborda. Não é só desconforto narrativo. É intencional. “O Urso” quer provocar. Quer tensionar. E consegue. O espectador sente no corpo. É um tipo raro de televisão que exige preparo emocional, como quem entra na cozinha sabendo que vai sair queimado, mas insiste porque acredita que alguma coisa ali ainda vale a pena.

É importante entender que esta temporada não tenta repetir a fórmula. Ela dobra a aposta. Amplia temas, escala riscos, distribui protagonismos. A série sabe que é boa e agora tem a liberdade de ser ousada. Isso pode frustrar quem esperava apenas mais do mesmo. Mas quem se permite entrar nessa nova cozinha, onde as receitas são mais complexas e os ingredientes mais delicados, descobre que o prato agora é outro. Mais sofisticado, mais imprevisível, mais humano.

“O Urso” é uma série que respira onde a maioria sufoca. Tem coragem de desorganizar sua própria estrutura para descobrir novas possibilidades. O segundo ano não só sustenta a expectativa como ultrapassa. É maior, mais maduro, mais generoso com os personagens e, ao mesmo tempo, mais exigente com quem assiste.

Se a primeira temporada foi sobre dor, a segunda é sobre transformação. Mas aqui, mudar custa caro. Nada acontece de forma fácil. Nada é dado. Tudo é construído no atrito, no improviso, na tentativa e erro. É uma série sobre fazer, falhar, refazer, e ainda assim acreditar.

⭐⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 5 de 5.

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Temas: CríticaResenhaReview

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