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Crítica: Pedro Sampaio, “Sequências #1”

Texto: Ygor Monroe
21 de novembro de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Pedro Sampaio sempre entendeu como poucos a força do funk quando ele abraça a pista, o caos, o brilho e a inteligência de quem domina o próprio jogo. “Sequência Feiticeira”, que já ultrapassa dezenas de milhões de plays, virou aquele tipo de música que se infiltra na rotina coletiva e transforma a internet em coreografia. É justamente a partir desse fenômeno que “Sequências #1” chega ao mundo, embalado por números gigantes e por uma expectativa que acompanha cada novo passo do artista.

Crítica: Pedro Sampaio, "Sequências #1"
Crítica: Pedro Sampaio, “Sequências #1”

O novo projeto apresenta oito faixas e estende um universo que Pedro vem construindo desde “Sequência Striptease”. A impressão inicial entrega algo ambicioso. Ele reúne nomes em alta no funk, de Irmãs de Pau a Mc Gw, que aparece em quase todo o álbum, passando por Clementaum, Tasha Kaiala e Rodrigo da CN. A intenção fica clara. Pedro mira um mosaico de referências quentes da cena para montar um compilado com estética de mixtape, energia de EP e impacto de um álbum cheio.

A força comercial existe, a pista abraça, os números impressionam, mas a experiência completa desperta uma pergunta inevitável: onde está o coração desse projeto? A sensação é de que “Sequências #1” chega como produto direto de demanda, menos como afirmação artística e mais como resposta ao próprio algoritmo que consagrou o DJ. Pedro sempre foi um criador inventivo e disruptivo, alguém que pavimentou tendências dentro do funk pop brasileiro, mas aqui há uma contenção perceptível, quase um cuidado excessivo em caber no molde que o consagrou.

O conjunto entrega coesão, claro. As músicas conversam entre si, as transições fluem, a assinatura sonora permanece firme. A questão surge quando essa coesão ganha um tom de urgência por repetir a fórmula do sucesso, como se cada faixa tivesse sido desenhada para segurar o engajamento já conquistado. É eficiente, mas esvazia um pouco do próprio frescor que sempre marcou o artista.

As escolhas de singles foram estratégicas. “Sequência Striptease”, “Colocadão”, “Revolucionária” e “Sequência Feiticeira” sustentam sozinhas a curiosidade do público. Entregam exatamente o que prometem e carregam força o bastante para dominar os charts e, muito provavelmente, o Carnaval. O restante do repertório, porém, perde brilho. As outras sequências carecem de impacto, deixam pouco resíduo emocional ou estético, o que compromete a longevidade do material.

Até decisões estruturais reforçam essa sensação. “Sequência Feiticeira” abre o álbum, mesmo funcionando melhor como progressão depois de “Sequência Cunt”, que encerra a narrativa sonora em vez de elevá-la. Esse tipo de inversão apaga parte do potencial do disco, que poderia crescer em intensidade se a ordem das faixas seguisse a lógica sugerida pelas introduções e amarrações vocais.

“Sequências #1” funciona, mas funciona dentro de um limite que o próprio Pedro parece ter imposto ao próprio trabalho. O DJ tem repertório criativo e referências suficientes para entregar algo verdadeiramente ousado. Ainda assim, escolhe um caminho seguro, com foco total no impacto digital. Isso sustenta os números, reforça a presença dele no mercado, mas empurra para longe a chance de revelar quem ele é artisticamente em sua forma mais plena.

O álbum cumpre a missão de alimentar playlists, viralizar trechos, fortalecer o hype e dialogar com a cena. Porém, a cada play cresce a vontade de ver Pedro Sampaio abrir mão da obsessão por recordes e entrar de vez na própria maturidade criativa. O público já abraçou seus hits. Agora, falta o momento em que o artista decide abraçar a si mesmo.

Existe talento, existe visão e existe potência. Falta liberdade. Quando isso acontecer, a verdadeira assinatura de Pedro Sampaio finalmente vai se revelar, e talvez aí sim ele entregue aquilo que vem sendo prometido desde o início da carreira: um projeto que invada a pista, o mercado, a crítica e, principalmente, a própria identidade.

Nota final: 40/100

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