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Crítica: Tyler, the Creator, “Chromakopia”

Texto: Ygor Monroe
28 de outubro de 2024
em Música, Resenhas/Críticas

“Chromakopia” é, antes de tudo, uma ousadia. O sétimo álbum de Tyler, The Creator não se contenta em ser uma continuação óbvia dos sucessos anteriores ele é uma mistura de melodia, narrativa e camadas temáticas que trazem à tona um universo próprio, mais denso e reflexivo.

Lançado em 28 de outubro de 2024, o disco surpreende desde sua primeira faixa, escolhendo a narrativa inusitada da mãe de Tyler, Bonita Smith, e ambientando o ouvinte no mundo de Chroma, o Grande, um maestro lendário que literalmente colore o mundo com sua orquestra. Essa premissa estética e conceitual se baseia no personagem de “The Phantom Tollbooth“, um livro infantil de 1961, e serve como metáfora para as diferentes “cores” emocionais e psicológicas que Tyler explora ao longo do disco.

Crítica: Tyler, the Creator, "Chromakopia" | Foto: Divulgação
Crítica: Tyler, the Creator, “Chromakopia” | Foto: Divulgação

O álbum foi cercado de expectativa, e Tyler soube como construir o hype de maneira estratégica. Ele rompeu com a regra da indústria de lançamentos na sexta-feira, optando por uma estreia na segunda-feira às 6h, com direito a teasers enigmáticos em suas redes sociais e a divulgação inovadora em caminhões e contêineres que cruzaram os Estados Unidos. O resultado? Um lançamento que combina sensibilidade artística com a habilidade de provocar.

Em “Chromakopia“, Tyler se joga numa narrativa que transcende o ego, abordando temas complexos de forma crua e incisiva. Longe de ser uma abordagem superficial, o álbum é um retrato de sua crise de meia-idade, trazendo letras que oscilam entre autoconfiança e introspecção autocrítica. Na primeira metade do álbum, ele entrega uma sequência de faixas dinâmicas que capturam o ouvinte. “St. Chroma” introduz o personagem de Chroma com uma batida marcial que provoca a tensão e o mistério da máscara que ele usa, um símbolo tanto do poder quanto das limitações da fama. “Rah Tah Tah” e “Noid” desenvolvem o tema da paranoia, cada qual usando samples complexos que remontam ao zamrock e ao hip-hop old school, trazendo frescor ao estilo de Tyler e expressando, de forma sutil, o peso da privacidade perdida.

Este primeiro ato resulta numa ironia agridoce com “Darling, I” e “Hey Jane“, que celebram a liberdade sexual apenas para então trazer a responsabilidade de um anúncio de gravidez inesperado. É essa dualidade entre a liberdade e a autocrítica que permeia a essência de “Chromakopia“. No entanto, a sequência “I Killed You”, “Judge Judy”, “Sticky” parece romper o fluxo da narrativa, com letras que caem em lugar comum e participações que, por mais bem intencionadas, falham em agregar valor ao conjunto. Mesmo assim, Tyler recupera o controle com faixas como “Take Your Mask Off“, “Tomorrow” e “Thought I Was Dead” – esta última, especialmente, uma obra-prima de angústia e reflexão, em que Tyler revisita sua jornada com honestidade implacável.

“Chromakopia” é, sem dúvida, uma peça sólida no catálogo de Tyler, ainda que não atinja as alturas melódicas de “Flower Boy”, “Igor” ou “Call Me If You Get Lost”. Mas o mérito de Tyler é justamente sua capacidade de desafiar comparações lineares, criando discos que são novos pontos de partida. Com teclados atmosféricos e arranjos de neo-soul, o álbum mantém o DNA sonoro do artista, mas vai além na exploração de temas de envelhecimento, solidão e identidade. É um disco que, talvez, precise de tempo para ser completamente absorvido.

No fim, “Chromakopia” talvez não seja um passo à frente em termos de revolução musical, mas é uma progressão rica, corajosa, que desafia as próprias expectativas que o cercam. Tyler, The Creator nos lembra, mais uma vez, que permanece um artista em constante transformação, com uma visão cada vez mais ampla e complexa.

Nota final: 90/100

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Temas: ChromakopiaCríticaLançamentoMúsicaResenhaReviewTyler the Creator

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