Há exatos dois anos, “A Substância” fazia sua estreia mundial no 77º Festival de Cannes e rapidamente se transformava em um dos filmes mais comentados daquela edição do evento francês. Dirigido por Coralie Fargeat e estrelado por Demi Moore, o longa chamou atenção pela abordagem extrema do horror corporal e pela forte crítica à indústria da aparência.

Após a primeira exibição em Cannes, o filme recebeu uma longa ovação do público, com relatos apontando aplausos que chegaram a cerca de 13 minutos. Além da repercussão imediata, a produção saiu do festival com o prêmio de Melhor Roteiro, consolidando Coralie Fargeat entre os principais nomes do gênero.
Em “A Substância”, Demi Moore interpreta Elisabeth Sparkle, uma celebridade em decadência que decide utilizar uma substância ilegal capaz de criar uma versão mais jovem e idealizada de si mesma. A experiência, inicialmente vista como uma solução para recuperar juventude e reconhecimento, rapidamente mergulha em consequências físicas e psicológicas violentas.
O longa também conta com atuações de Margaret Qualley e Dennis Quaid. A narrativa mistura horror gráfico, sátira social e crítica ao etarismo presente na indústria do entretenimento.
Produzido com amplo uso de efeitos práticos, próteses e maquiagem física, o filme ganhou destaque justamente pela construção visual perturbadora. A equipe liderada por Pierre-Olivier Persin desenvolveu diferentes estágios de transformação corporal ao longo de um processo que durou cerca de um ano.
Após a passagem por Cannes, “A Substância” chegou aos cinemas em setembro de 2024 e se tornou o maior sucesso comercial da Mubi até então. Com orçamento estimado em US$ 17,5 milhões, o longa arrecadou mais de US$ 79 milhões mundialmente.
O impacto do filme também se refletiu na temporada de premiações. “A Substância” recebeu indicação ao Oscar de Melhor Filme e venceu a categoria de Melhor Maquiagem e Penteados. Já Demi Moore conquistou destaque individual ao vencer prêmios como o Globo de Ouro, Critics Choice Award e SAG Awards por sua performance.
Além da repercussão crítica, o longa consolidou o body horror como um dos gêneros mais comentados do cinema, aproximando o terror de discussões ligadas à pressão estética, envelhecimento e obsessão pela juventude dentro da cultura pop e da indústria audiovisual.
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