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“Eu sabia que eu queria fazer algo que fosse se transformando ao longo que o ouvinte fosse passando pela história”, conta CHAMELEO sobre primeiro álbum da carreira

Texto: Eduardo Fonseca
21 de outubro de 2021
em Entrevistas, Música
Foto: MAR+VIN

CHAMELEO lançou nesta quinta-feira (21) seu primeiro álbum, “ECDISE”, que chega com 13 faixas e 6 feats com Pabllo Vittar, Carol Biazin, Johnny Hooker, Alice Caymmi, Konai e Number Teddie. O artista conversou com o Caderno Pop e falou que ideia inicial do conceito do álbum que se estendeu até o produto final foi a transformação, “de não se apegar a um gênero, a um estilo, a uma estética”. Confira abaixo.

CHAMELEO é um artista do cenário pop no Brasil, com referências conceituais fortes e impecável linguagem de moda e fotografia. Com mais de 5 milhões de views em seu canal no Youtube e mais de 130 mil ouvintes no Spotify, o cantor está em constante transformação, fazendo jus ao seu nome artístico que faz referência ao camaleão, com suas várias mudanças de cor para sua fácil adaptação.

Relembrando que em sua trajetória musical, CHAMELEO teve grandes divulgações que mostram sua versatilidade e seu estilo único com muita referência da moda. Em 2017 lançou seu primeiro single, “Better Land”. Já em 2019, lançou o EP “utopiaTABOO”. O single “Limbo” foi feito durante a quimioterapia após descobrir um câncer no pulmão e fala sobre grande desgaste emocional, com um pop melódico. “Mind Games” é um mergulho em uma sonoridade mais dançante e mais sexy, a transição do lado mais “dark” para esse universo mais pop. Já em 2020 o artista lançou o single “Você Me F***”. Com uma batida eletrônica, sensual e vibrante, seu clipe é conceitual, com referências à arte Neo-futurista. Na sequência foi lançada a música com o clipe de “Vai Querer”, com uma batida pop melancólica.

Em sua Nova Era, o artista mostra sua eterna metamorfose, sempre pronto para novas descobertas, permitindo-se ao novo, ao desconhecido. Já dentro desse novo projeto, em 2020 CHAMELEO lançou o primeiro single do álbum, em um feat com Pabllo Vittar com “frequente(mente)”. Em apenas um mês o clipe atingiu mais de 2 milhões de plays no YouTube.

Você tinha contado pra gente anteriormente que tinha participado de um camp de composições. Todo o álbum saiu dele ou entraram algumas músicas depois desse encontro?
As músicas do álbum não vieram do camp, elas partiram mais de uma ideia inicial que eu tive, do que eu gostaria de falar, do que seria cada música. E com base nisso eu fui atrás de amigos compositores que eu acho que combinariam pra me ajudar a escrever e desenvolver com os produtores.

O disco tá saindo com feats de peso, com artistas de vários estilos e alguns já divulgados anteriormente. Conta um pouco como você conheceu cada um deles. Conseguiu fazer as gravações todas pessoalmente?
Todos os feats, com exceção da Pabllo, eu conheci através da internet mesmo, Instagram, YouTube ou Twitter. Aí quando a ideia das músicas surgiu, quando eu já tinha uma demo pra poder apresentar pros feats que eu já imaginava na minha cabeça, eu mandei pra eles. Acho que todos de primeira gostaram muito da ideia, se jogaram e toparam participar do projeto.

Você traz um conceito de transformação, de mudança, e queria saber ao longo da sua carreira, como você se transformou e viu as coisas se transformarem em sua vida.
Eu sempre gostei muito de mudança, de transformação, isso desde criança. De sempre olhar no espelho e me reconhecer com outra carcaça. Então, eu sempre gostei de pirar muito no meu cabelo, do jeito de me vestir, sempre gostei de estar em constante transformação, não só da minha estética, mas do meu ser também, de mudar os móveis de lugar, de morar em várias cidades. Então, a mudança sempre foi necessária pra minha vida pra que ela acontecesse mesmo. Eu preciso desse movimento para que as coisas andem, enfim, para não estagnar.

Esse é o seu primeiro álbum, que acredito que como todo projeto, foi evoluindo. Da sua ideia inicial quando pensou em fazer o disco até o resultado final, como foi o processo de amadurecimento pra conclusão dele?
A ideia inicial do conceito do álbum que se estendeu até o produto final foi a ideia da transformação, de não se apegar a um gênero, a um estilo, a uma estética. Eu sabia que eu queria fazer algo que fosse se transformando ao longo que o ouvinte fosse passando pela história. Esse era o conceito inicial e que permaneceu até o final de “ECDISE”. Cada música é uma experiência, uma mistura de vários gêneros musicais, várias influências, vários feats de várias vertentes do pop. Eu acho que se estendeu a ideia durante o processo todo porque eu tinha muito firme esse entendimento do que eu queria passar, que é um reflexo de quem eu sou. Então, “ECDISE” é bem autoexplicativa e diz muito, muito, muito sobre mim.

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