“Foi graças ao McFly que muitas coisas boas aconteceram na minha vida”: conheça a história da fã Lívia Magalhães Ferreira

Lívia Magalhães Ferreira é a quarta da esquerda para a direita, na foto com a banda McFly e fãs em Belo Horizonte, em 2011

A banda inglesa McFly desembarca no Brasil essa semana para uma série de shows e o Caderno Pop traz a experiência da roteirista Lívia Magalhães Ferreira, que já tem uma longa história de amor com a banda. Alias, foi com uma das músicas dos meninos que ela se casou, em 2017.

“A minha história com o McFly começou em 2008, quando uma amiga praticamente me obrigou a assistir a um DVD deles. Na época, eu tinha 16 anos e logo fiquei apaixonada pelo Danny Jones, um dos guitarristas e vocalistas. Em 2009, eu entrei pra equipe do maior fansite de McFly no Brasil na época, o McFly Addiction, e já comecei a ler e escrever fanfics. Estava totalmente envolvida no universo da banda”, lembra.

Ainda segundo ela, em maio de 2009, ela e uma amiga começaram uma campanha para pedir a NASA para tocar a música “Star Girl” no espaço, já que o Tom Fletcher, um dos integrantes do McFly, é fascinado pela NASA e a música fala sobre o tema também. “Nossa ideia era subir uma hashtag para os Trending Topics do Twitter e conseguimos chamar atenção da NASA com apenas alguns tweets. Depois que a conta oficial da agência me respondeu falando que tinha notado o interesse dos fãs, o Bob Jacobs, o relações públicas da NASA, veio falar comigo e me passou o e-mail da pessoa com quem a banda deveria entrar em contato. O problema é que eu não tinha como falar com a banda também! rs Foi aí que eu comecei a mandar mensagem para toda a família de todos os integrantes e consegui que a mãe de um deles me ouvisse. Ela passou o recado e então as negociações começaram. De um lado, o McFly negociava diretamente com a NASA, do outro, eu conversava com o Bob sobre a expectativa dos fãs. Ele me dizia como as músicas eram tocadas no espaço, me falava sobre os próximos lançamentos e me ensinava muitas coisas sobre o espaço em geral. Eu também contei para ele sobre a relação especial do Tom com a NASA, e ele me disse que o chamaria para assistir a um lançamento de foguete assim que toda a negociação acabasse”, completa.

Mas a história não para por aí. Em outubro de 2009, a NASA finalmente tocou “Star Girl” no espaço em um evento único que falava sobre a ação das redes sociais na empresa. “Foi um momento muito especial para a banda e para mim, porque eu sabia que também tinha sido parte daquilo. Algum tempo depois, o Tom e sua família foram convidados pelo Bob para assistirem a um lançamento na NASA e embora eu tenha acompanhado tudo somente pelas redes sociais, eu sei que ajudei meu ídolo a realizar um de seus sonhos”, comemora.

“Depois disso, eu continuei a conversar com o Bob e até hoje nós somos amigos nas redes sociais. Esse ano mesmo ele me desejou feliz aniversário! E foi graças ao McFly que muitas coisas boas aconteceram na minha vida. Meu primeiro estágio eu consegui por causa da minha experiência no fansite, eu aprendi inglês fazendo traduções pra esse fansite, conheci muitas amigas pessoais e contatos profissionais graças ao McFly e agora em junho, 13 anos depois, estou lançando um livro baseado em uma fanfic que eu escrevi sobre o McFly. “Hey, Juliet!” foi lançada em 2009 como uma fanfic interativa de McFly e sai agora em 2022 como ebook no Kindle Unlimited, da Amazon, com uma história completamente repaginada, mas ainda com a mesma essência e inspiração na banda. O livro tem músicas originais inspiradas nas músicas do McFly e o par romântico da protagonista é inspirado no meu crush Danny Jones rs. A fanfic fez muito sucesso em 2009 e tenho certeza que os fãs atuais também vão amar!”, indica.

E as histórias não param por aí: Teve McFly no casamento dela também, quando a avó dela entrou carregando as alianças ao som de “Walk in the Sun”, música preferida de Lívia. “Eu queria que minha vó entrasse com as alianças ao som de Walk in the Sun, que é minha música favorita do McFly, mas queria uma versão sem vocal. Quando perguntei em um grupo se alguém conhecia uma versão instrumental, o Vinícius Harper, um fã que eu não conhecia na época, se dispôs a gravar de graça para mim. Foi muito especial. Foi o momento em que os convidados mais choraram”, lembra.

Sobre os shows, ela só pude ir a um, em 2011, em Belo Horizonte. “Na época, havia uma ação do site deles para ir a um Meet&Greet, então pude tirar uma foto. Agora em 2022, vou ao show de Belo Horizonte também”, antecipa, na expectativa.

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