O sucesso de “Michael“ nas bilheterias já garantiu um novo capítulo para a cinebiografia dedicada a Michael Jackson. A Lionsgate confirmou que uma continuação do longa está oficialmente em desenvolvimento e adiantou que a próxima produção poderá adotar uma estrutura narrativa diferente da utilizada no primeiro filme, com a possibilidade de avançar e retroceder na linha do tempo para explorar diferentes momentos da trajetória do artista.

O anúncio foi feito por Adam Fogelson, presidente da divisão cinematográfica do estúdio, poucos dias após o longa consolidar uma das maiores arrecadações do ano. Desde sua estreia em 2026, “Michael” já ultrapassou a marca de US$ 700 milhões em bilheteria mundial, desempenho que colocou a produção entre os principais sucessos comerciais da temporada.
O primeiro filme apresentou a trajetória do cantor desde a infância, passando pela formação do Jackson 5 nos anos 1960, pela ascensão meteórica impulsionada pelo álbum “Off the Wall” e pelo impacto global de “Thriller”, até o período da “Victory Tour”, quando Michael começa a romper artisticamente com a estrutura familiar para consolidar sua carreira solo. Ao final da produção, uma mensagem indicando que sua história continuaria já apontava para a possibilidade de uma sequência.
A continuação, porém, não deve seguir obrigatoriamente os acontecimentos em ordem cronológica. Segundo a Lionsgate, a proposta é ampliar o olhar sobre momentos importantes que ficaram de fora do primeiro longa, incluindo episódios que ocorreram no mesmo intervalo já retratado, mas que não foram explorados em profundidade.
A estratégia também permitirá revisitar partes importantes do catálogo musical do artista ainda ausentes da narrativa inicial. Grande parte dos sucessos lançados após “Thriller”, incluindo álbuns que ajudaram a consolidar Michael Jackson como um dos maiores nomes da música pop, ainda não apareceu na adaptação cinematográfica.
Outro fator que pode acelerar a produção é a existência de material já gravado. De acordo com o estúdio, entre 25% e 30% do segundo filme pode ser composto por cenas registradas durante as filmagens da primeira produção e que acabaram fora do corte final, o que deve trazer benefícios logísticos e financeiros ao desenvolvimento da sequência.
Ao mesmo tempo, a franquia segue cercada por questões delicadas relacionadas à própria trajetória do artista. Durante a produção de “Michael”, o projeto enfrentou desafios ligados às alegações de abuso sexual infantil que marcaram parte da vida pública do cantor e seguem sendo um dos temas mais sensíveis de sua história.
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