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Remake de “O Corvo” voa baixo e vale só pela nostalgia

Texto: Ygor Monroe
22 de agosto de 2024
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

“O Corvo” de 2024 é uma tentativa de reviver o clássico cult de 1994, mas, a única coisa que realmente alçou voo aqui foi a nostalgia. Com Bill Skarsgård no papel de Eric Draven, o remake tenta capturar a essência sombria do original, mas se perde em uma jornada que mistura boas intenções com uma execução que, no fim das contas, ficou aquém do esperado.

Remake de "O Corvo" voa baixo e vale só pela nostalgia
Remake de “O Corvo” voa baixo e vale só pela nostalgia | Foto: Reprodução

Nesta nova versão, Eric é um astro do rock brutalmente assassinado junto com sua noiva, Shelly (interpretada por FKA Twigs), por um grupo de criminosos. Um ano depois, ele volta do além com uma missão: vingar-se e salvar sua amada, o que, convenhamos, soa épico, mas a realidade no cinema foi um pouco diferente. A ideia era equilibrar a escuridão nostálgica com uma pegada moderna, e embora o filme tenha se esforçado, ele acabou se arrastando em sua própria sombra.

No geral o filme até tem seus méritos. A direção foi surpreendentemente sólida, e visualmente, o design do cenário, o figurino e as coreografias de luta foram pontos altos. As cenas de ação, embora limitadas, foram intensas, especialmente a da ópera que foi, admito, bem impactante. E Skarsgård? Ele entregou uma performance consistente, embora o roteiro tenha limitado suas possibilidades. A química entre ele e FKA Twigs até que funcionou, com diálogos que, em outro contexto, soariam cafonas, mas que aqui, de alguma forma, fizeram sentido.

Mas aqui está a verdade: a primeira metade do filme se arrasta como um drama romântico sem brilho. O que deveria ser uma narrativa acelerada de vingança e redenção, muitas vezes, se transforma em um melodrama com um ritmo que beira o insuportável. O segundo ato, em particular, deixa a desejar, com Eric recebendo conselhos de um mentor e rastreando seus assassinos, mas tudo isso com uma lentidão exasperante.

E vamos falar do vilão? Praticamente inexistente e, quando aparece, é completamente esquecível. Mesmo Danny Houston, que deveria trazer um peso maior ao papel, entrega uma atuação apagada. O tom sombrio que era tão característico do original foi substituído por uma produção mais “normal”, que, honestamente, mal pareceu sombria. E o final? Bem, digamos que ele toma uma decisão que contradiz tudo o que o material original representava, algo que deve deixar muitos fãs de longa data decepcionados.

“O Corvo” de 2024 não conseguiu alcançar o voo esperado, e a única coisa que realmente vale aqui é a nostalgia. Se você é um fã do original, talvez seja melhor revisitar o clássico de 1994 e deixar essa nova versão descansar em paz.

O filme já está em cartaz em todos os cinemas do Brasil, para verificar a disponibilidade de ingressos basta clicar aqui.

O Corvo: ✩✩

Confira também: História real brasileira inspira o emocionante filme “Meu Amigo Pinguim”

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Temas: Bill SkarsgårdCríticaFKA TwigsO CorvoResenhaReview

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