“Antropoceno: notas sobre a vida na Terra”: em sua estreia na não ficção, John Green avalia as diferentes facetas da humanidade

Com a sensibilidade e o carisma já conhecidos pelos leitores de “A culpa é das estrelas”, “Quem é você, Alasca?” e “Tartarugas até lá embaixo”, o primeiro livro de não ficção de John Green, “Antropoceno: notas sobre a vida na Terra”, que chega nesta segunda-feira às lojas pela Intrínseca, é uma celebração genuína da capacidade humana de se apaixonar pelo mundo. Baseado em seu podcast de sucesso, “The Anthropocene Reviewed”, e usando um sistema de avaliação de cinco estrelas, o livro traz ensaios bem-humorados e perspicazes sobre temas diversos, como as pinturas de Lascaux, Banco Imobiliário, ursinhos de pelúcia, o cometa Halley, entre outros.

O termo “Antropoceno” foi proposto para designar o período geológico atual, em que os seres humanos alteraram profundamente o planeta e sua biodiversidade. Ao longo de mais de quarenta ensaios, alguns inéditos, o autor mergulha em diversos aspectos contraditórios da humanidade, analisando nossas fraquezas e capacidades, com a certeza de que, para o bem ou para o mal, no Antropoceno não há observadores desinteressados, apenas participantes.

Escrito em parte durante a pandemia global, “Antropoceno: notas sobre a vida na Terra” faz um retrato ora divertido, ora tocante, dos tempos atuais. Com uma visão honesta e otimista, John Green nos relembra que não podemos prever os horrores do futuro, tampouco as maravilhas que nos aguardam, e que um dos pré-requisitos para sobreviver é ter esperança.

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