Bryan Behr fala ao Caderno Pop sobre novo álbum “Simples”; confira entrevista

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Bryan Behr vem cantando e encantando com suas novas versões das músicas do álbum “A Vida é Boa” em vídeos íntimos e com paisagens incríveis que traçaram o caminho de sua carreira. Agora, o cantor presenteia seus fãs com o lançamento do álbum “Simples” em todos os aplicativos de música com as canções repaginadas de seus clipes. Junto ao projeto, o artista ainda liberou o último vídeo da série, o da canção “Da Cor do Girassol” que traz um pôr-do-sol surpreendente.

“Desde que gravei meu primeiro vídeo com música autoral, percebi que as pessoas se conectam de um jeito muito bonito com as versões voz e violão das minhas músicas, talvez até porque eu escrevo utilizando como base o violão. E essas versões também me proporcionam uma conexão muito bonita com a música e comigo mesmo, então eu também sou fã desse formato”, explica Bryan.

No total, o álbum conta com oito canções no mais íntimo estilo do voz e violão para todos os apaixonados e apreciadores de música curtirem de suas casas. “Lívia”, “Quadro de Vidro”, “Eu te Amo”, “Minha Saudade tem um Nome”, “Bem que me Avisei”, “Tua Canção Preferida” e “A Vida é Boa com Você” se unem a “Da Cor Do Girassol” que, além de chegar repaginada nos aplicativos de música ainda ganha vídeo.

O Caderno Pop conversou com o cantor, que falou sobre a escolha do repertório do novo álbum, gravação dos clipes e, claro, como está lidando com a quarentena. Confira:

O álbum “Simples” foi lançado pouco tempo depois do “A Vida é Boa”, com versões voz e violão. Pensou em incluir algum material inédito nesse novo projeto? Muita gente confunde voz e violão com o acústico, que também é um ótimo formato intimista. Chegou a passar pela cabeça fazer um acústico?

Cara, a gente pensou em fazer o projeto apenas voz e violão mesmo, até para futuramente conseguir fazer algum trabalho. Quem sabe até ao vivo com versões acústicas, com mais elementos, com mais instrumentos, só que de forma acústica. A gente não incluiu nenhuma faixa inédita nesse trabalho em si porque a gente queria fazer realmente apenas versões voz e violão de algumas músicas do disco “A Vida é Boa” que foi lançado em janeiro.

Eu reparei que na maioria dos vídeos novos você interpreta as músicas com uma emoção diferente, com os olhos fechados… Na gravação dos clipes a experiência foi diferente de quando você gravou os clipes “elétricos”? A gente já sabe que eles fluíram até mais rápido, gravando em poucos minutos.

Então, esse formato voz e violão ele é muito especial para mim. Acho que talvez até pelas músicas nascerem nesse formato. Para mim as músicas chegam geralmente quando estou acompanhado do violão, escrevo muito acompanhado do violão, e não é a primeira vez que alguém me fala que eu gravei os clipes praticamente todos com os olhos fechados. Mas é realmente nesse formato eu me sinto muito conectado comigo mesmo e com a minha própria música, então é quase inevitável fechar meus olhos. Essas versões de voz e violão elas facilmente fluem na hora de gravar o clipe de uma maneira mais fácil. A gente é mais assertivo na hora de captar as imagens porque estou sendo simplesmente eu mesmo ali. Se você entrasse lá no meu quarto, eu tocando violão, você vai ver que eu vou estar tocando exatamente daquele jeito ali que eu estou, tocando música de olhos fechados, sentindo a música.

“Simples” tem 8 das 11 músicas do “A Vida é Boa”. Por que não rolou transformar o disco todo no formato? Achou que algumas músicas não combinariam ou teve algum fator pra não gravar as três músicas que faltaram?

Eu tinha um disco, meu primeiro EP, “Da Cor do Girassol”, que já tinha cinco faixas e algumas dessas faixas também estão presentes no “A Vida é Boa”. Então algumas dessas faixas já tinham também um formato mais intimista com pouquíssimos elementos como é o caso de “Santa Vaidade” e “Pra Rodar o Mundo Com Você” que já estão disponíveis neste formato mais intimista, no meu primeiro trabalho que é “Da Cor do Girassol” que foi gravado aqui em Brusque, Santa Catarina. Essas faixas em si a gente quer muito trazer elas para um formato acústico né. Como eu já falei anteriormente, com mais elementos, só que de uma forma acústica em algum trabalho, talvez até ao vivo.

Você já tinha mais de 150 composições antes de fechar a tracklist do “A Vida é Boa”. Conta um pouco sobre a quarentena, que muitos artistas estão aproveitando pra criar, colocar em prática muita coisa nova… esse período já te rendeu mais uma boa leva de novas canções?

Quarentena é aquele dilema, tem dias bons e ruins. Nos dias bons a gente tenta, eu pelo menos tento pensar nos projetos que a gente tem para executar no futuro, tento organizar as minhas músicas, compor coisas novas, fazer chamadas de vídeo com as pessoas aqui, com os compositores, para criar músicas novas também e conversar com os amigos por vídeochamada. E nos dias ruins a gente tenta lembrar dos dias bons e segurar a barra. Às vezes é complicado, tô tentando cuidar bastante também da minha saúde mental, acho que é um ponto muito importante a ser levantado, a ser cuidado. Está todo mundo bem reflexivo, bem introspectivo também. Mas estou tentando organizar as coisas assim na minha cabeça e também no papel para quando a pandemia passagens, a gente voltar para a estrada, tocar e levar a mensagem para cada vez mais pessoas.

Ouça “Simples”:

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