Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Ruas da Glória
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Sem resultados
Ver todos os resultados

Crítica: “Maldição da Múmia” (Lee Cronin’s The Mummy)

Texto: Ygor Monroe
16 de abril de 2026
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Um reencontro que deveria curar feridas vira combustível para um colapso emocional e físico. O tipo de premissa que começa em tom íntimo e, quando se percebe, já está afundado até o pescoço em areia movediça narrativa. “Maldição da Múmia” entende esse movimento e trabalha com ele sem pedir licença, conduzindo o espectador por um terreno onde luto, culpa e algo muito mais antigo se misturam de forma incômoda.

Crítica: “Maldição da Múmia” (Lee Cronin’s The Mummy)

A história parte do desaparecimento de uma garota no deserto e do impacto devastador que isso deixa em quem fica. Oito anos depois, o retorno dela reabre tudo de forma abrupta. Só que o filme rapidamente deixa claro que o reencontro carrega outra camada, uma presença que contamina o ambiente e altera o comportamento de todos ao redor. A partir daí, o terror abandona qualquer conforto e passa a operar no desconforto constante.

Sob o comando de Lee Cronin, o longa mergulha em uma estética que bebe diretamente da fonte de “A Morte do Demônio”, tanto na fisicalidade grotesca quanto na maneira como o horror invade corpos e espaços. Os efeitos práticos impressionam pela textura, pelo nível de detalhe e pela coragem de ir longe, com closes que exploram dentes, pele e fluidos de um jeito que incomoda sem parecer gratuito. Existe uma intenção clara em provocar reação, e isso funciona.

Ao mesmo tempo, o filme entende o valor de um humor ácido que surge quase como mecanismo de sobrevivência. Em meio a situações absurdas e, em alguns momentos, até irresponsáveis dentro da lógica dos personagens, surgem respiros que arrancam risadas nervosas. Esse equilíbrio entre repulsa e ironia cria uma experiência que se aproxima daquele terror pensado para ser vivido em grupo, na sala de cinema, onde o público reage junto.

A reimaginação da figura da múmia também chama atenção. Aqui, a criatura abandona o campo puramente mitológico e se aproxima de algo mais demoníaco, quase infeccioso. A ideia de contágio ganha força e conduz boa parte das escolhas narrativas. O horror deixa de ser uma entidade isolada e passa a ser uma ameaça que se espalha, que se transmite, que corrompe. Esse direcionamento dá identidade ao projeto e o distancia das versões mais aventureiras associadas ao nome.

Claro, o roteiro entrega alguns caminhos previsíveis. Certas viradas surgem antes do tempo, e parte da construção dramática segue trilhas já conhecidas do gênero. Ainda assim, o impacto visual e a entrega estética compensam essas previsibilidades, mantendo o filme interessante do início ao fim.

Existe também uma escolha consciente de não ultrapassar certos limites emocionais. O longa chega muito perto de se tornar insuportável em alguns momentos, mas recua na medida certa. Esse controle evita que a experiência se torne exaustiva e preserva o fator replay como um susto que funciona, mas não traumatiza.

“Maldição da Múmia” se estabelece como um horror físico, sujo e assumidamente desconfortável, que prefere causar reações viscerais a construir sustos fáceis. Um filme que entende seu público, aposta em excessos calculados e entrega exatamente o tipo de caos que se espera de uma sessão barulhenta entre amigos.

“Maldição da Múmia”
Direção: Lee Cronin
Elenco: Jack Reynor, Laia Costa, May Calamawy
Disponível em: cinemas brasileiros

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Temas: CríticaJack ReynorLaia CostaMay CalamawyResenhaReview

Conteúdo Relacionado

Cinemas/Filmes

Prequel de “Onze Homens e Um Segredo” ganha data de estreia

Texto: Ygor Monroe
16 de abril de 2026
Cinemas/Filmes

CineSesc exibe ciclo de Dario Argento com “Suspiria” em 4K

Texto: Ygor Monroe
16 de abril de 2026
Cinemas/Filmes

Ariana Grande entra para elenco de “Entrando na Maior Fria”

Texto: Ygor Monroe
16 de abril de 2026
Animação

“Snoopy Unleashed” ganha primeira imagem oficial

Texto: Ygor Monroe
16 de abril de 2026
Cinemas/Filmes

“Longlegs” ganhará novo filme com retorno de Nicolas Cage

Texto: Ygor Monroe
16 de abril de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Vidas Entrelaçadas” (Coutures)

Texto: Ygor Monroe
16 de abril de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Pinóquio” (The Golden Key: A New Pinocchio Story)

Texto: Ygor Monroe
16 de abril de 2026

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

%d