Di Ferrero lança primeiro álbum solo, “Sinais” e fala sobre carreira, musicalidade e “Show dos Famosos”

Dois anos depois de anunciar uma pausa da banda NX Zero, o vocalista Di Ferrero lança nesta sexta-feira a primeira parte de seu primeiro álbum em carreira solo, “Sinais – Parte 1”. Esse material ainda vai receber uma segunda leva de músicas. O álbum completo, ainda sem data pra sair, também vai se chamar “Sinais”. O primeiro single é “Seus Sinais”, que já chega com clipe.

Ao longo desses últimos dois anos, Di já tinha mostrado um pouco de sua carreira solo com o lançamento de alguns singles e até uma regravação de “Amor Falso”, de Aldair Playboy.

Em “Sinais – Parte 1”, Di Ferrero chamou um time de peso pra ajudar na produção e composição das músicas – ele assina todas elas em parceria com colegas. Dentre esses nomes, estão o de Gee Rocha, companheiro de NX Zero, os produtores do Head Media, integrantes da extinta banda Cine, e Zé Gonzales e André Laudz do Tropkillaz.

O álbum tem algumas curiosidades, “Seus Sinais”, que até dias antes tinha outro nome e foi batizada por Lulu Santos na hora da gravação de um programa de TV. A faixa que abre o disco, “Viver Bem”, foi composta na casa de Elba Ramalho durante os ensaios para o “Show dos Famosos”, quadro do “Domingão do Faustão” que Di Ferrero foi um dos vencedores.

Por telefone, Di Ferrero falou com o Caderno Pop sobre a carreira solo, “Show dos Famosos” e o que vem por aí! Confira:

Boa tarde, Di! A gente ouviu o disco e percebeu que, das seis músicas, só a “Outra Dose” destoa um pouco do que você estava acostumado a cantar no NX Zero e na carreira solo. E também você chamou um time de peso pra produção desse álbum, como o Head Media, Tropkillaz, o Gee Rocha, que era seu parceiro de NX. Fala um pouco sobre convidar essa galera.
Eu chamei uma galera que eu sabia que tava fazendo coisas novas, que sabe de onde eu vim, galera que veio de banda também, como o Tropkillaz (Zé Gonzales fez parte da banda Planet Hemp), o Head Media, que era da banda Cine, e também o (Pablo) Bispo, que tá trabalhando com uma turma agora. Conheço essa galera há muito tempo e é um pessoal que entenderia como eu queria o meu som. Eu participei de todos os momentos, mas as músicas todas começaram num violão.

Falando um pouco de como foram essas composições, “Viver Bem” foi composta na casa da Elba Ramalho. Como rolou isso?
Isso rolou durante as gravações do “Show dos Famosos”. Tinha uma turma de hitmakers, de bandas, na casa dela (Elba), e ela soube que eu estava lá, foi lá me visitar, a gente fez um som no meio da conversa.

E essas composições foram todas recentes?
Todas as composições foram recentes, algumas da época do “Show dos Famosos”, mas são todas de agora, representando o meu momento. “Outra Dose” é a mais antiga, que eu compus quando decidi fazer as coisas solo. As músicas todas me mostram mais pra cima, mais confiante, eu me entendendo com o meu som.

E você escreveu bastante pra esse material?
Ahh, fiz umas 30 músicas até achar algumas que eu gostasse mais.

E pra segunda parte do álbum? Tá faltando o que?
Pra segunda parte faltam os featurings, que eu ainda não vou falar com quem são e falta eu peneirar ainda mais algumas músicas.

Voltando um pouco pra produção do disco, “Seus Sinais” foi batizada pelo Lulu Santos numa gravação de um programa de TV. A música já foi cantada na TV então?
Já, era uma gravação do “Só Toca Top”, que deve ir ao ar esse sábado. Eu tinha subido no palco, tava me preparando pra cantar a música, que tinha um nome bem longo, aí eu parei, pensei que precisava mudar. Eu encontrei o Lulu Santos num camarim, ele estava com um pessoal lá e acabou até dispensando essa galera quando percebeu que eu tava realmente precisando trocar ideia. Eu mostrei a música pra ele, e ele falou que ela podia se chamar “Seus Sinais”, usando palavras da letra. Pronto, foi na hora.

Já tem alguma turnê programada pra esse disco?
Tenho show dia 30 de agosto na Audio, em São Paulo, com a Iza, mas eu vou rodar com essa tour “Sinais”. Por enquanto as coisas estão acontecendo e a turnê vai ter esse conceito do álbum, de intuição, energia, pontos de luz, o palco com essa coisa de energia, bem do jeito que tá a capa do EP.

Nos shows da turnê, você vai incluir coisas do NX Zero, vai focar nas músicas solo, já pensou como vai ser?
O NX Zero não tem como deixar de lado. Nos shows que eu faço, eu toco NX. Não que eu não me apegue mas não fico com essa coisa de não tocar. Tudo fez parte e hoje é uma continuação e eu compus coisas ali (na banda) também. Mas se me der na telha de tocar outras coisas também, vou tocar. Esses tempos fiz um show no Nordeste na época que tinha feito o Alceu Valença no “Show dos Famosos”. Emendei ali umas duas músicas, então é assim.

Pra gente fechar aqui, você disse que o “Show dos Famosos” influenciou de uma certa forma essa sua fase solo. Qual interpretação você mais curtiu no quadro?
Cada uma foi uma puta experiência, mas teve as mais diferentes, como o Andrea Bocelli, o Justin (Timberlake) por causa da dança, mas a que eu mais curti foi o Cazuza, porque enquanto ensaiava eu fui entendendo que a vida do cara era curtir, era uma festa, ele era quem ele queria ser.

Legal, todos esses que você citou, foram bem bacanas.
E você, curtiu mais qual?

Eu gostei muito da Cássia Eller.
Sério? Pô, fazer a Cássia Eller foi muito louco, porque era a única mulher que eu interpretei, era uma apresentação sentado, então não tinha tantos gestos, danças, expressões.

E parabéns pelo quadro, pela vitória!
Valeu, foi bem bacana da forma como desenrolou o quadro, eu não entrei pra competir, mas acabamos levando o caneco hahaha.

Ouça “Sinais – Parte 1”:

Assista “Seus Sinais”:

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