“O Clube do Crime das Quintas-Feiras”: maior fenômeno do mercado editorial britânico desde “Harry Potter” une mistério e humor em uma trama surpreendente

Fã de romances policiais, Richard Osman escreveu O Clube do Crime das Quintas-Feiras em segredo. O famoso produtor e apresentador de TV temia nunca conseguir terminar o livro e não queria que o romance se tornasse apenas mais uma obra de celebridade. O resultado de tanta dedicação foi uma estreia avassaladora na literatura. Seu romance conquistou a crítica e o público do Reino Unido, onde 1,5 milhão de exemplares foi vendido até o momento. E como reconhecimento da qualidade do seu trabalho, recentemente Osman recebeu o prêmio de autor do ano no British Book Awards.  O best-seller chega em junho às lojas brasileiras, depois de uma edição especial ter sido enviada em abril com exclusividade para os leitores do intrínsecos, clube de assinatura da Intrínseca.

A originalidade da história policial com pitadas de fina ironia criada por Osman chamou a atenção do mercado audiovisual. Nada menos que 14 estúdios disputaram a aquisição dos direitos para a adaptação cinematográfica do livro. A empresa de Steven Spielberg, Amblin Entertainment, venceu a concorrência e vai rodar o longa-metragem. A direção ficará a cargo de Ol Parker (O Exótico Hotel Marigold e Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo), a produção com Jennifer Todd (Alice no País das Maravilhas) e a produção-executiva será do próprio Richard Osman.

Apontado pela revista People como “um romance de estreia hilário que mostra o lado bom de envelhecer”, O Clube do Crime das Quintas-Feiras tem como protagonistas quatro idosos que se reúnem todas as quintas em um retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra para — segundo consta na agenda da sala de reunião — discutir ópera japonesa. Mas não é bem isso que acontece ali dentro. Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron usam o horário para debater casos policiais antigos sem solução, confiantes de que podem levar justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atrocidades do passado.

Com todos os integrantes acima dos 70 anos, o clube não é a equipe de detetives mais convencional em que se conseguiria pensar, mas com certeza está mais do que acostumada a fortes emoções. Afinal, Joyce foi enfermeira por décadas, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos em situações dificílimas, Ron era um reconhecido líder sindical e digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosas não são nenhuma novidade para Elizabeth.

O ponto de partida desse enredo policial ocorre quando um empreiteiro local com projetos bastante questionáveis na cidade aparece morto. A partir daí, o grupo tem a oportunidade de seguir as pistas de um caso atual. Apostando em seus semblantes inocentes e habilidades investigativas estranhamente eficazes — além de trocas de favores clandestinas com a polícia, que parece estar sempre um passo atrás de seus colegas amadores —, os quatro amigos embarcam em uma aventura na qual as mortes do presente se entrelaçam com antigos segredos. E saber demais pode trazer consequências perigosas.

Original, espirituoso e sem deixar de ser tragicômico na medida certa, O Clube do Crime das Quintas-Feiras foi disputado por 10 editoras britânicas. O best-seller inova ao apresentar uma história de mistério e assassinato com genuíno senso de humor. O homem que morreu duas vezes, segundo livro da série, traz mais uma vez os quatro cativantes personagens e está programado para setembro no Reino Unido. Ele será publicado simultaneamente no Brasil, pela Intrínseca.

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