Pedro Sampaio fala com o Caderno Pop sobre o novo single, “Pode Dançar”

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Foto: Rodolfo Magalhães

Pedro Sampaio é um artista altamente versátil, interessado e um estudioso da música e sua história. Esses traços de personalidade que o acompanham em toda sua carreira de DJ, produtor e cantor lhe garantiram uma ascensão meteórica, com diversos hits nos principais charts do país. Foi assim ao entrar no universo do Brega Funk com “Sentadão” – maior sucesso de sua recente trajetória, que já ultrapassa 100 milhões de plays no Spotify e se aproxima dos 200 milhões de views no YouTube – e seu primeiro EP “Remixes!”, amplamente abraçado pela crítica e público.

Com apenas 22 anos e já consolidado como um dos maiores nomes da atualidade na música brasileira, o DJ, produtor e cantor está pronto para seu novo desafio e disponibilizou em todas as plataformas digitais nesta sexta-feira (17) seu nono single: “Pode Dançar”, lançado pela Warner Music Brasil. Nesse novo trabalho o multiartista carioca mergulha de cabeça na pesquisa dos beats old school, trazendo diversas referências sonoras dos Anos 90, do Miami Bass e do Funk Melody, ritmos estes que o próprio Pedro não pôde vivenciar, mas agora divide com seu público pertencente às novas gerações. Com uma batida dançante, os 130 bpm da música nos teletransportam para algumas décadas atrás ao mesmo tempo em que se atualizam graças ao estilo próprio e marcante de Pedro Sampaio.

Pedro quis resgatar um pouco da essência dos anos 80 e 90, na época do Miami Bass e do Funk Melody, que tinha artistas como Stevie B e MC Hammer. Ele conta que foi um período muito rico da música, principalmente da música urbana, e que deu origem ao funk que escutamos hoje. “Então eu quis trazer de volta um pouco dessa essência, sem perder a minha originalidade e a energia que tem nas minhas músicas, da dança, da entrega. Essa mistura toda deu origem ao single”, comenta.

Com atuação 360 graus, Pedro Sampaio também concebeu artisticamente o caprichado e divertido clipe de “Pode Dançar”, com direção de Fernando Moraes, o nome por trás de diversos vídeos de grandes artistas do cenário atual da música. Especialmente pensado pela dupla para que converse com as influências propostas na criação do single, seja na parte visual ou musical, o videoclipe revisita o passado recriando os famosos banhos de espuma e passinhos presentes nos bailes da época, devidamente atualizados com uma linguagem moderna e contemporânea.

Cada vez mais inserido no universo da moda, Pedro Sampaio também dá sua assinatura no figurino usado no clipe, trazendo referências do urban style frequentes em seu dia a dia. Um moletom tie dye amarelo com a logomarca do single, um dos principais itens usados na gravação, por exemplo, ganhará uma tiragem limitada e deve se tornar um must have para seus fãs.

O Caderno Pop conversou com o DJ, que falou sobre a ideia de resgatar os anos 80 e 90, da produção dos looks e o sucesso de “Sentadão”. Confira:

A música remete às décadas de 1980 e 1990, por conta das suas inspirações. E é bacana ver um artista atualmente fazendo essas referências. Você já se imaginou ser um artista naquela época? Como seria não ter todo esse aparato tecnológico de hoje, mas ter aquelas ideias que o período trazia?

Eu comecei a me interessar pela música em geral desde criança. Com uns 10 anos eu consumia bastante coisa, com influência do que os meus pais ouviam. A partir de uns 13 anos eu comecei a me interessar pelo DJ de fato, ter uma conexão com esse tipo de mundo. Então eu acho que independente da época ou das tecnologias, eu ia viver da música e me virar para produzir da melhor maneira.

Eu lembro que no começo da quarentena você foi um dos primeiros a fazer “show” na sacada do prédio. A quarentena serviu, inclusive, pra produção desse material novo. Já deu pra acostumar com essa vida? Você imagina como vai ser seu o primeiro evento aberto pós-pandemia? Convidar todo mundo e lotar um estádio ou algo do tipo?

Acho que temos que tirar o melhor de cada situação, né? Nesse caso, estou usando a quarentena para aproveitar o tempo. Como não tenho viagens e shows, tenho mais tempo para ficar no estúdio e criar. Só sei que quando acabar a pandemia, vou querer um show com bastante gente, pra sentir a energia do público cantando e pulando junto!

DJ, produtor e agora também inserido no mundo da moda. É uma coisa que você já curtia fazer há algum tempo, trabalhar nos seus figurinos? Quando deve sair a loja virtual pra gente comprar essas peças?

Eu acho que a moda é uma forma de se comunicar sem precisar expressar nenhum tipo de som. A sua roupa diz muito sobre você, é por isso que gosto tanto de trabalhar com figurinos. Cada um faz a sua moda e eu sempre gosto de inspirar as pessoas, não só com a música, não só com a arte, mas também com a moda. O moletom está sendo vendido aqui: www.podedancar.com.br

“Sentadão” é hoje a música que marca o seu trabalho, que bombou nas festas de réveillon, no carnaval, e conforme a gente mostrou aqui no nosso site, virou até paródia para uma aula de Direito Constitucional. O que você acha que foi a fórmula de “Sentadão”? As parcerias, a letra, a época que foi lançada?

Pra mim, fazer uma música não segue uma fórmula. Eu vou testando e vendo qual será a reação do público. Como em “Pode Sentar”, que resolvi criar trazendo essa influência dos anos 80 e 90, do Funk Melody, do Miami Bass e espero que o público goste. “Sentadão” traz muito a influência do Brega Funk e foi uma construção feita junta com o Felipe Original. É muito bacana que ela ainda está rendendo bastante coisa e a galera está ouvindo! Independente da influência de uma música em específico eu gosto de trazer a minha marca de que as músicas são para dançar, para transmitir energia.

Ouça “Pode Dançar”:

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