O Grammy Awards segue como um dos termômetros mais relevantes da indústria fonográfica global. Mais do que premiar números ou popularidade imediata, a cerimônia costuma refletir movimentos criativos, viradas estéticas e a consolidação de artistas que conseguiram transformar ambição artística em impacto cultural. Em 2026, essa leitura ganha ainda mais força.
A 68ª edição do Grammy acontece em 1º de fevereiro de 2026, em Los Angeles, e reconhece trabalhos lançados entre agosto de 2024 e agosto de 2025. O período foi marcado por uma safra diversa, que transitou entre o pop em escala global, o fortalecimento da música alternativa, o amadurecimento da cena eletrônica e novos nomes que deixaram de ser promessa para ocupar o centro do palco.
Com base nesse cenário, o Caderno Pop reuniu suas apostas para os vencedores das principais categorias da premiação.
Álbum do Ano
“Debí Tirar Más Fotos” – Bad Bunny
Bad Bunny entrega um projeto que amplia o alcance artístico da música latina, equilibrando identidade cultural, ambição estética e impacto global. “Debí Tirar Más Fotos“ dialoga com tradição e modernidade, mantendo coesão narrativa e relevância pop em escala internacional, fatores que costumam pesar fortemente nesta categoria.
Gravação do Ano
“Wildflower” – Billie Eilish
Billie Eilish reafirma sua força como intérprete ao transformar atmosfera, vulnerabilidade e produção refinada em uma gravação que se destaca pela precisão artística. “Wildflower” traduz maturidade criativa e controle absoluto de linguagem sonora.
Música do Ano
“Abracadabra” – Lady Gaga, Henry Walter e Andrew Watt
Composição que combina apelo pop, estrutura sofisticada e assinatura autoral clara. “Abracadabra“ funciona tanto como hit quanto como obra musical sólida, reunindo méritos técnicos e impacto cultural.
Artista Revelação
Alex Warren
A trajetória de Alex Warren ao longo do período de elegibilidade reflete crescimento orgânico, conexão com o público e consolidação artística. O Grammy costuma valorizar esse tipo de virada de chave, quando o artista deixa o rótulo de promessa para assumir protagonismo real.
Melhor Performance Solo Pop
“Manchild” – Sabrina Carpenter
Sabrina Carpenter entrega uma performance segura, carismática e tecnicamente consistente. “Manchild“ evidencia domínio vocal e presença artística, elementos decisivos nesta categoria.
Melhor Performance de Duo/Grupo Pop
“APT.” – Rosé e Bruno Mars
A parceria entre Rosé e Bruno Mars une química vocal, produção eficiente e apelo global. “APT.“ se destaca pelo equilíbrio entre identidade individual e força colaborativa.
Melhor Álbum Vocal Pop
“Mayhem” – Lady Gaga
Em “Mayhem“, Lady Gaga investe em performance vocal, conceito e coesão. O álbum reforça sua habilidade de reinventar o pop sem perder sofisticação técnica ou impacto emocional.
Melhor Gravação de Dance/Eletrônica
“End of Summer” – Tame Impala
Tame Impala explora texturas eletrônicas com precisão e sensibilidade, criando uma faixa que dialoga com pista e introspecção. “End of Summer” se destaca pela produção e atmosfera.
Melhor Gravação de Dance Pop
“Abracadabra” – Lady Gaga
Aqui, a faixa ganha nova leitura, sendo reconhecida pelo equilíbrio entre estrutura pop e elementos eletrônicos, reafirmando sua versatilidade dentro do catálogo recente da artista.
Melhor Álbum de Dance/Eletrônica
“Fancy That” – PinkPantheress
PinkPantheress entrega um trabalho que combina frescor, identidade digital e sensibilidade pop. “Fancy That“ traduz a linguagem contemporânea da música eletrônica com assinatura própria.
Melhor Gravação Remixada
“Abracadabra (Gesaffelstein Remix)” – Gesaffelstein
O remix assinado por Gesaffelstein transforma a faixa em uma experiência mais densa e industrial, respeitando a essência original e adicionando uma camada autoral clara.
Melhor Música de Rock
“Zombie” – Dominic Harrison e Matt Schwartz
Composição intensa e direta, “Zombie” reflete a força emocional e estética do rock, equilibrando discurso, energia e impacto sonoro.
Melhor Álbum de Rock
“Private Music” – Deftones
O Deftones entrega um álbum sólido, atmosférico e tecnicamente refinado. “Private Music“ reforça a longevidade criativa da banda e sua relevância dentro do gênero.
Melhor Performance de Música Alternativa
“Parachute” – Hayley Williams
Hayley Williams se destaca pela entrega emocional e precisão interpretativa. “Parachute” reforça sua força individual fora de contextos tradicionais de banda.
Melhor Álbum de Música Alternativa
“Don’t Tap the Glass” – Tyler, the Creator
Tyler, the Creator apresenta um projeto ousado, conceitual e bem resolvido. “Don’t Tap the Glass“ reafirma sua capacidade de transitar entre gêneros sem perder identidade.
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