Gravado em Los Angeles, Melim lança álbum “Eu Feat. Você”; confira entrevista

Foto: Thiago Calvino

Positividade, paz, amor e energia boa da Melim estão de volta no álbum “Eu Feat. Você”, que chega nesta sexta (15) em todas as plataformas digitais. Na verdade é só a primeira parte do que vem por aí, um álbum repleto de canções que demonstram fielmente o propósito da Melim, que despontou em 2018 como uma das grandes novidades do pop.

Nesta primeira parte, os irmãos e Niterói (RJ) dividem algumas faixas com convidados, como Rael (na faixa “Relax”), Lulu Santos (em “Cabelo de Anjo”) e Saulo (“Cantando Eu Vou”). As faixas são todas autorais e contaram com a produção de Lelê e Bruno da Us3 e Malibu.

O disco foi todo gravado no lendário estúdio da Capitol Records, em Los Angeles, bem quando a pandemia de coronavírus, que mudou todo o cenário do entretenimento em todo o mundo, estava chegando aos Estados Unidos.

Nas oito primeiras faixas divulgadas do disco, sete delas são inéditas. A exceção é “Gelo”, que foi divulgada ano passado, com um clipe todo gravado na neve, no Chile. O material vem ainda com um documentário da viagem de tudo o que viveram por lá, gravações, dia a dia e brincadeiras, um videoclipe da canção que deu nome ao álbum “Eu Feat. Você” e mais 13 webclipes.

Agora a gente tem sete novas canções pra matar um pouco da saudade a Melim. A parte 2 do disco será lançada no segundo semestre, mas ainda sem uma data definida.

Assista “Eu Feat. Você”:

O Caderno Pop conversou por telefone com o Diogo Melim, pra falar sobre esse lançamento. Confira:

Vocês gravaram o álbum nos EUA onde já estava começando a dar os primeiros sinais do pico da pandemia e também aqui. A decisão de lançar o disco tão perto assim já estava definida ou isso foi decidido mais recentemente? Porque a galera tá mais em casa, carente de música, entretenimento, etc…

Quando a gente foi pra lá ainda não tinha noticias do covonavírus e foi no meio da nossa viagem que começou a aumentar. Inclusive a gente teve que mudar nossos planos porque a ideia era a gente fazer gravação todos os dias da viagem e como começou a apertar o negócio, a gente quis cumprir as recomendações de não sair, tanto é que a gente não saiu e resolveu gravar os clipes numa bateria só. Como a gente fez? A gente gravou uma master shot numa praia e as outras todas no estúdio.

Que são os webclipes que vão sair junto com a divulgação do disco…

Que são os webclipes, sendo que nos webclipes a gente também inseriu algumas imagens de documentário, porque a gente tá fazendo um documentário junto com o disco e os clipes. Então as imagens do documentário também entram nos clipes. Não de um formato artístico do tipo encenados. Do tipo orgânicos mesmo. As cenas filmadas do documentário foi o que a gente viveu lá e estão entrando nos clipes também, então acho que isso torna os clipes mais especiais ainda, porque quando eu assisto, quando o Rod e a Gabi assistem, é como se fosse uma memória do que a gente viveu em formato de música, sabe? E o fato da gente tá lançando agora já era o que tava programado. A gente na verdade adiou uma semana por uma questão de falta de estrutura porque a gente teve que se replanejar. Quando a gente voltou de lá, foi direto pra casa e a gente teve que mudar tudo… reunião, aprovação de conteúdo tudo online, então isso atrasou um pouquinho o processo. Claro que todos os artistas replanejaram seus lançamentos, ou repensaram pelo menos, e a gente também repensou, mas eu acho importante nesse momento em que as pessoas estão carentes de coisas novas, acho que vai vir num bom momento pra alegrar a vida das pessoas. Todos nós sentimos muita falta de conexão. A gente vive por isso. E o que a gente tem hoje em dia são lives, as mídias, enfim, só que as lives são todas dentro de casa, por conta das recomendações mesmo, então ao mesmo tempo que a gente se sente conectado, fica se sentindo um pouco preso. Acho legal desses clipes que eles vão trazer, de certa forma, uma libertação pras pessoas, porque é tudo gravado com pôr do sol, natureza, é uma coisa inédita mesmo, nova, é uma renovação, mas ao mesmo tempo com ar livre assim, sabe, vem num ótimo momento, as pessoas vão gostar muito.

Que é bem a vibe de vocês… praia…

A Melim fala com tudo isso, né, acho que o “good vibes” em si fala muito da essência e eu acredito que em essência todos nós somos muito ligados à natureza.

As participações, vocês gravaram a parte de vocês lá e os convidados aqui, né?

Cada um gravou das suas casas mesmo. A ideia era gravar no estúdio, mas quando a gente voltou já tava de quarentena, foi tudo feito em casa, inclusive as cenas das participações nos clipes, eles gravaram cada um em casa. O Saulo, Lulu, Rael… Ficou ótimo, o importante é ilustrar, ficou lindo, as cenas que eles gravaram ficaram lindas.

Todo mundo se reinventando agora, né, ou com clipe, música, qualquer outra coisa… e no total serão quantas faixas? Oito sairão agora.

São 14 faixas mais a “Gelo”. Agora são sete mais a “Gelo”, e na segunda parte são sete, totalizando 15. Os clipes a gente já gravu tudo em dois dias, as cenas principais do pôr do sol e as outras no estúdio. Foi bem correria, porque a ideia não era fazer grandes clipes elaborados, a ideia era fazer um clipe que ilustrasse o que a música tava dizendo em questão de energia, sabe?

O álbum é 100% autoral, né? Vocês três, com algumas participações…

São músicas nossas e algumas têm a participação de alguns amigos nossos compositores. No outro disco também tem outras pessoas, mas em geral são todas músicas nossas.

Como a gente falou antes, tá todo mundo se reinventando, né, e agora na divulgação dos discos os artistas e os veículos, principalmente TVs, precisam encontrar novas formas de entretenimento. Como vocês estão se programando pra divulgar o álbum?

A gente começou primeiro com vocês, da imprensa. Programa de TV se reinventaram, agora as participações são online, a gete grava de casa. Festivais de música também são online. Já fizemos alguns festivais de rádios, parceiros de casa. A gente filma exclusivamente para o festival e é transmitido para os veículos deles. Acredito que pra gente não vai mudar muito porque o perfil da Melim não é de músicas virais, do tipo, fica duas semanas no Top 1, desce, lança outra, fica no Top 1, desce, não é assim que funciona com a gente. Os nossos fãs consomem o álbum como um todo e isso é uma coisa meio inédita. A gente só tem um álbum lançado e pela quantidade de shows que a gente faz, os números que a gente tem, é um poco diferente do que acontece no mercado. Eu sempre ficava me perguntando, tentava entender isso, porque, como pode a gente ter tantos shows, tanta coisa e só ter um álbum? E aí eu vi essa semana, não sabíamos disso, nem eu, nem Rod e a Gabi, que nosso primeiro álbum é o de pop mais escutado no Brasil em streaming, com 529 milhões de streams. E eu entendi, porque apesar de “Meu Abrigo”, “Ouvi Dizer”, serem muito fortes, as outras também são muito fortes. Os fãs da Melim cantam todas as músias do álbum, então acredito que esse álbum não vai sofrer grandes alterações porque a gente não depende muito de um grande hit, entendeu? E até por isso a gente resolveu fazer os webclipes, porque as pessoas que ouvem a gente, gostam de colocar ali no YouTube, nas plataformas, e deixar ali, rodando, vive escutando Melim. Eu gosto de clipe, a gente gosta de ver o artista se movimentando, a conexão fica maior e a gente resolveu fazer justamente por isso.

Hoje vocês estão morando todos juntos?

Antes da gente voltar, o Rod se mudou para um apartamento no mesmo prédio do nosso e eu e Gabi tá vendo um apartamento, mas tivemos que parar de procurar por causa da quarentena, então tô morando com a Gabi e o Rod tá mais embaixo um pouco, no mesmo prédio. Todo mundo perto, graças a Deus, porque pra trabalhar de quarentena, como ia fazer?

No segundo semestre vai sair a parte 2 do álbum, mas ele vai se chamar “Eu Feat. Você”, vai ter um outro nome, como vai ser?

Então, eu não tenho isso decidido ainda. Eu acho que a gente vai usar uma das músicas da próxima parte pra chamar. Já tenho minha sugestão, mas a gente não decidiu isso ainda. A ideia é um álbum dividido em duas partes, então não sei se a gente pode chamar a segunda parte de um outro nome, a gente vai ter que se reunir com a gravadora, mas eu gostaria que tivesse outro nome. O importante são as músicas, o resto é detalhe.

Vocês fizeram um registro ao vivo só com as músicas do primeiro álbum e agora desse segundo, pretentem fazer algo? Sei que ainda tá muito cedo, mas as ideias sempre aparecem, né?

A gente tem uma vontade muito grande de fazer um material acústico, tocando todas as músicas que a gente já lançou até hoje, do primeiro e do segundo álbum. Não tem a possibilidade da gente não tocar músicas do primeiro álbum seja em gravação ou show, então só registro desse segundo álbum, acredito com todas as minhas forças que não deve rolar. Mas não sei se a gente vai deixar isso para um terceiro álbum e fazer dos três álbuns, ou fazer dos dois, mas é difícil definir algo muito mais pra frente porque as coisas mudam muito rápido, mas o material acústico é uma coisa que eu tenho muita vontade de fazer, eu, o Rod e a Gabi.

Curiosos? Toma aquele shot de autoestima e energia própria, aperta o play e curta “Eu Feat. Você”!

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